Para o arquiteto Luigi Mascheroni, tecnologia e design andam juntos

O arquiteto Luigi Mascheroni e nossa diretora, Mônica Barbosa

O arquiteto Luigi Mascheroni e nossa diretora, Mônica Barbosa

Durante a Sema de Design de Milão, o grupo Cinex apresentou em seu Centro de Desenvolvimento e Pesquisa,  o Gorilla – o vidro do iPhone e do iPad – aplicado ao design de interiores. Aproveitamos a presença de Luigi Mascheroni no evento e batemos um papo com ele. Luigi é arquiteto de formação, mas atua no design há décadas – só para a Cinex ele produz há 15 anos. Apaixonado por tecnologia, ele sentencia: “o vidro é o material do futuro”. Confira abaixo nossa entrevista exclusiva realizada com ele em Treviso:

Acabamos de conferir o lançamento do vidro de última geração Gorilla para o design de interiores. Como e a tecnologia e as modificações nesta matéria-prima mexem com o design hoje?

No futuro, o design terá uma via de grande possibilidade de desenvolvimento com o vidro, porque todas as tecnologias para trabalhar nessa superfície tem muita possibilidade de desenvolvimento, como laser, técnicas de impressão de imagens, a tecnologia OLED que só pode ser usada em pequenas superfícies, mas dentro de 3 ou 4 anos poderá estar disponível para grandes áreas. Veja a revolução que foi o vidro Gorilla: primeiro foi feita para pequenos espaços, como iPhone e iPad, com o tempo, já pode ser usado no design de interiores.

Qual a importância da tecnologia em seu trabalho?

Gosto muito da inovação técnica, porque faço um tipo de design que não é trendy, mas focado na qualidade interior do produto. Sei que ele terá uma vida muito longa. E para este tipo de design, a tecnologia é fundamental.

O que te inspira a criar?

Sou uma pessoa visionária. Tenho capacidade de ver o futuro. (risos). Analiso o comportamento das pessoas e quais produtos elas querem usar. E também sou apaixonado por tecnologia. Então, eu junto estes dois elementos. Além disso, sou arquiteto e tenho uma capacidade de aplicar as ideias novas a desenhos clássicos. Eu me inspiro em desenhos gregos, romanos, neoclássicos e minimalistas, mas não pobres. Sigo esta linha de pensamento porque quero produtos que durem 30, 40 anos.

Qual é a sua relação com o Brasil?

Há 15 anos, conheci Cesar Cini. Ele precisava de um designer que tivesse uma cabeça para tecnologia e um desenho clássico. Meu primeiro projeto para eles foi a arquitetura da loja da Cinex em São Paulo. Depois vieram a cadeira Nina, a mesa Dio, a porta Scollina… e hoje trabalho com eles em muitos projetos. Tenho uma filosofia de Ghost Design, em que o que está por trás também conta. E isso combina com a Cinex.

Existe uma grande discussão sobre a necessidade de identificar o design de determinadas regiões. O senhor considera este assunto da identidade importante?

Acho que, principalmente na globalização, é muito importante, porque identidade é cultura. No Brasil, esta identidade é muito presente. Quando eu vou ao Brasil, sinto uma energia diferente daqui da Europa. Tento ter vários projetos lá porque gosto muito.

Consegue identificar características brasileiras nos nossos produtos?

Quando um estrangeiro chega ao Brasil, a primeira coisa que encanta é a luz. Ela é mais clara e exalta mais as formas. Por exemplo, o uso brutalista do concreto que faz Paulo Mendes da Rocha é muito diferente em São Paulo que se fosse aqui na Itália. E isso graças à luz. Eu não conheço o norte do Brasil, mas imagino que seja interessante marcar essas diferenças. Um mineiro não tem a mesma cabeça de um gaúcho e deum carioca.

Tem algum designer preferido?

Gosto muito dos Campana. Vejo como o desenvolvimento do processo que passou por Paulo Mendes da Rocha, com um uso de uma matéria-prima aparentemente pobre, mas que fica rica graças ao trabalho deles. A cultura está muito presente nas peças destes designers.

Quais são seus planos?

Estou trabalhando nas mutações tipológicas da casa, do morar. Desde 2013, mais pessoas moram na cidade que no campo, e este é um processo irreversível. Existem grandes aglomerados urbanos, como São Paulo. Como consequência disso, a maneira de morar vai mudar. Gosto muito de estudar as tipologias dos sistemas e agora estou pesquisando isso para, depois, desenvolver um produto.

Que ferramentas você usa no momento para este estudo?

Olho o todo. A invenção completa não existe. Tudo se faz por analogia desde o Renascimento. Viajo, leio, observo e estudo muito tecnologia. No meu estúdio criamos sistemas para gaveteiros, portas, dobradiças. Tenho um lado meio engenheiro. (risos)

E o que espera para o futuro?

Vidros e pinturas inteligentes, por exemplo, como um tipo de pintura que pode armazenar energia.

Qual é o poder da beleza no mundo?

A beleza salvará o mundo. A natureza já ensinou o que é a beleza. Depois, o classicismo pesquisou na natureza e na matemática as regras de composição. A beleza está dentro de nós. Ela é a simplicidade. Mas existe uma linha sutil entre simplicidade e pobreza, e esta linha é a beleza. Seu poder é dar uma alegria para olharmos e tocarmos.

 

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Conheça as 100 melhores universidades de arquitetura do mundo

Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA

Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA

O site QS Top Universities apresenta anualmente, desde 2011, rankings das melhores universidades do mundo.

Este ano, ele acaba de apresentar sua lista e os critérios para esta seleção foram três: reputação acadêmica, fama no mercado e impacto em pesquisa. A QS entrevistou 85.062 acadêmicos pelo mundo e pediu que eles escolhessem universidades de referência em suas áreas de atuação. Eles podiam indicar 10 universidades locais e 30 internacionais, menos as suas próprias. A QS falou ainda com 41.910 empregadores e fez a mesma pergunta para entender a reputação que as instituições tinham junto ao mercado. Somando-se a isso, ainda foram conferidos pontos às faculdades que tiveram as pesquisas científicas mais citadas em papers acadêmicos.

Na lista das melhores universidades para estudar arquitetura deste ano aparecem duas brasileiras: a Universidade de São Paulo, na 33ª posição, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que ficou entre a 51ª e a 100ª colocação (a partir da 50ª eles não definiram uma ordem exata). Veja o ranking completo:

1. Massachusetts Institute of Technology (MIT) / EUA
2. The Bartlett School of Architecture | UCL (University College London) / Reino Unido
3. Delft University of Technology / Países Baixos
4. University of California, Berkeley (UCB) / EUA
5. Harvard University / EUA
6. National University of Singapore (NUS) / Singapura
7. ETH Zurich (Swiss Federal Institute of Technology) / Suíça
8. Tsinghua University / China
9. University of Cambridge / Reino Unido
10. The University of Tokyo / Japão
11. Columbia University / EUA
12. The Hong Kong Polytechnic University / Hong Kong
13. University of Hong Kong (HKU) / Hong Kong
14. Politecnico di Milano / Itália
15. The University of Melbourne / Austrália
16. Tongji University / China
17. The University of Sydney / Austrália
18. University of California, Los Angeles (UCLA) / EUA
19. Seoul National University (SNU) / Coreia do Sul
20. University of British Columbia / Canadá
21. KTH, Royal Institute of Technology / Suécia
22. The University of New South Wales (UNSW) / Austrália
22. Universitat Politècnica de Catalunya / Espanha
24. Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) / Suíça
25. University of Illinois at Urbana-Champaign / EUA
26. Georgia Institute of Technology (Georgia Tech) / EUA
27. Cornell University / EUA
28. Eindhoven University of Technology / Países Baixos
29. Cardiff University / Reino Unido
30. Stanford University / EUA
31. Pontificia Universidad Católica de Chile / Chile
32. Kyoto University / Japão
33. RMIT University / Austrália
33. Universidade de São Paulo (USP) / Brasil
35. University of Pennsylvania / EUA
36. University of Toronto / Canadá
37. The University of Queensland (UQ) / Austrália
38. Princeton University / EUA
39. University of Salford / EUA
40. University of Newcastle / Austrália
41. Monash University / Austrália
41. Shanghai Jiao Tong University / China
41. University of Texas at Austin / EUA
44. The University of Sheffield / Reino Unido
45. The University of Auckland / Nova Zelândia
46. Technische Universität München / Alemanha
47. City University of Hong Kong / Hong Kong
48. Oxford Brookes University / Reino Unido
49. Texas A&M University / EUA
49. University of Michigan / EUA
51-100. Aalborg University / Dinamarca
51-100. Aalto University / Finlândia
51-100. Carnegie Mellon University / EUA
51-100. Chalmers University of Technology / Suécia
51-100. Chulalongkorn University / Tailândia
51-100. Curtin University / Austrália
51-100. Griffith University / Austrália
51-100. Hanyang University / Coreia do Sul
51-100. Illinois Institute of Technology / EUA
51-100. Katholieke Universiteit Leuven / Bélgica
51-100. KIT, Karlsruher Institut für Technologie / Alemanha
51-100. Korea University / Coreia do Sul
51-100. Lund University / Suécia
51-100. McGill University / Canadá
51-100. Nanjing University / China
51-100. National Cheng Kung University / Taiwan
51-100. New York University (NYU) / EUA
51-100. Newcastle University / Reino Unido
51-100. Norwegian University of Science and Technology / Noruega
51-100. Pennsylvania State University / EUA
51-100. Politécnica de Madrid / Espanha
51-100. Politecnico di Torino / Itália
51-100. Queensland University of Technology (QUT) / Austrália
51-100. Rheinisch-Westfälische Technische Hochschule Aachen / Alemanha
51-100. Sungkyunkwan University / Coreia do Sul
51-100. Technion – Israel Institute of Technology / Israel
51-100. Technische Universität Berlin / Alemanha
51-100. Technische Universität Wien / Áustria
51-100. The Chinese University of Hong Kong (CUHK) / Hong Kong
51-100. The University of Nottingham / Reino Unido
51-100. Tianjin University / China
51-100. Tohoku University / Japão
51-100. Universidad de Buenos Aires / Argentina
51-100. Universidad de Chile / Chile
51-100. Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) / México
51-100. Universidade Federal do Rio de Janeiro / Brasil
51-100. Universiti Malaya (UM) / Malásia
51-100. Universiti Sains Malaysia (USM) / Malásia
51-100. Universiti Teknologi Malaysia (UTM) / Malásia
51-100. University of Bath / Reino Unido
51-100. University of Edinburgh / Reino Unido
51-100. University of Illinois, Chicago (UIC) / EUA
51-100. University of Liverpool / Reino Unido
51-100. University of South Australia (UniSA) / Austrália
51-100. University of Southern California / EUA
51-100. University of Washington / EUA
51-100. University of Waterloo / Canadá
51-100. Vilnius Gediminas Technical University / Lituânia
51-100. Yale University / EUA
51-100. Zhejiang University / China

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Museu da Casa Brasileira divulga vencedor do Concurso do Cartaz

1º lugar – cartaz de Ana Luiza de Oliveira Costa

1º lugar – cartaz de Ana Luiza de Oliveira Costa

No último mês de abril, o Museu da Casa Brasileira recebeu 567 inscrições para eleger a principal peça de comunicação do Prêmio Design, um cartaz, que além de ser impresso para divulgação da premiação também norteia a identidade visual do “29º Prêmio Design MCB”. A vencedora foi Ana Luiza de Oliveira Costa, de Volta Redonda (RJ).

“A virtude mais óbvia do cartaz vencedor é aquela obrigatória a todo bom cartaz: atrair o olhar. Mas suas qualidades não encerram por aí. Seu discurso gráfico, com pedras empilhadas, dá margem a diversas leituras, de metáforas literais a poéticas subjetivas, sem nos obrigar, contudo, a optar por qualquer uma delas. Afinal, é na inconclusão que se encontra outra de suas grandes qualidades”, analisa o texto do júri do concurso.

Além do vencedor, os jurados também elegeram os finalistas que farão parte da exposição “29º Prêmio Design MCB”, em exibição a partir de 26 de novembro, quando será realizada a cerimônia de premiação.

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Evento de arte itinerante, o 21º Walking Gallery acontece no próximo sábado

Se já é bacana assistir ao movimento, cada vez mais intenso, dos cidadãos ocupando o espaço público, observar isso acontecer rodeado de arte é ainda mais interessante. E no sábado, dia 23 de maio, acontece a 21ª edição da Walking Gallery, um movimento global que vai fazer uma intervenção artística em São Paulo.

Walking 1

“O conceito de galeria de arte itinerante é algo novo no Brasil, onde os espaços privados são mais frequentados do que os públicos. Muitos custam a entender o nosso propósito. Na verdade estamos levando arte para quem nem sempre a procura, para lugares inusitados, numa tentativa de acordar e alegrar a cidade”, explica a responsável do Walking Gallery Brasil , Ana Rosa Colhado.

Walking 2

Como resultado, ainda existe uma conscientização de que a sociedade deve atuar na melhoria da qualidade de vida das cidades e uma interação entre o público e os artistas. “O Walking Gallery diminui a distância entre as artes visuais e o público, além de resolver a questão da ‘falta de tempo’ dos cidadãos para apreciar e conhecer mais artes”, opina o artista Saulo Mota, frequentador assíduo do movimento em São Paulo.

Walking Gallery São Paulo, ana rosa colhado, arte

Idealizado há seis anos pelo arquiteto e artista catalão José Puig, este movimento cultural iniciou sua marcha artística pelas ruas de Barcelona para logo depois ocupar outras cidades espanholas, como Vigo, Bilbao, Madrid, Zaragoza e San Sebastian. Há dois anos, começou a buscar espaços fora da península ibérica: em Buenos Aires, Ilha da Madeira, Londres, Milão e as brasileiras, São Paulo, Porto Alegre, Caxias do Sul, Rio de Janeiro, Goiânia e Salvador.

Walking Gallery São Paulo, ana rosa colhado, arte

No Brasil, o Walking Gallery realizou sua primeira edição em maio de 2012, com participação de cerca de 20 artistas e alguns entusiastas de arte e urbanismo, que levaram seus quadros para passear e chamaram a atenção de todos que estavam na rua.

Serviço:

21ª Walking Gallery São Paulo 

Local: o ponto de encontro é na parte externa da saída da estação de metrô Consolação e o grupo segue pela Avenida Paulista

Data: 23 de maio de 2015

Horário: entre as 14h e 18h

Tamanho mínimo sugerido para a obra 60 X 80cm

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Não faltam novidades ao estúdio holandês Makkink & Bey nesta estação

Fundado em 2002 pelo arquiteto Rianne Makkink e pelo designer Jurgen Bey, o estúdio holandês Makkink & Bey não pode reclamar de tédio nos próximos meses. É que a agenda dos profissionais está lotada de lançamentos, desde o Salone del Mobile, que aconteceu mês passado em Milão. Confira algumas dessas novidades:

A parceria de Jurgen Bey com a Moooi

Tapetes mooi

A marca de tapetes Moooi convidou nomes de destaque do design para criarem sua nova coleção apresentada em Milão, entre eles, Jurgen Bey, responsável pela divertida estampa Dexter & Sinister.

ROOFFLab Magazine

PROOFFLab Magazine

A revista supercool ROOFFLab, de autoria do estúdio, apresentou alguns de seus ensaios e projetos em uma instalação durante o Salone, com participação de designers e escritores.

Móveis em parceria com a marca PROOFF

PROOFF #010 BeTween

A peça PROOFF #010 BeTween foi desenhada em conjunto pelo estúdio Makkink & Bey e pela descolada marca de mobiliário. Trata-se de um móvel em que estimula a imaginação: na posição vertical assume o formato de árvore – com prateleiras ou assentos – e na horizontal, torna-se um banco, uma escrivaninha ou uma divisória de ambientes.

Monumentos à paz

Monumentos à Paz

Em 2015, a Holanda celebra 70 anos de sua libertação na Segunda Guerra Mundial. A exibição “Monumentos à Paz” apresenta diferentes projetos – alguns realizados, outros não – de memoriais de guerra, que fazem parte dos arquivos do Instituto Het Nieuwe. Na mostra, que acontece na sede do instituto até o dia 23 de agosto, três jovens artistas e designers selecionados pelo estúdio Makkink & Bey mostram como uma nova geração lida com os temas da guerra e da paz.

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