Obras de Francis Bacon vêm pela primeira vez ao Brasil

Uma infância sofrida – com crises de asma que só eram aliviados à base de morfina e surras do pai – foi a principal razão da obra perturbadora e tida até como grotesca do artista irlandês Francis Bacon (1909-1992). Suas temáticas envolviam sangue, violência e tudo o mais que fosse ligado à transgressão. De sua primeira mostra individual na Lefevre Gallery inglesa, em 1945, que foi recebida com muita crítica por um público não queria mais saber dos horrores de uma guerra ao impressionante leilão de Tríptico que, em 2013, atingiu 149 milhões de euros, a trajetória de Bacon passou por muitas fases.

Da pintura à fotografia, passando por esculturas e desenhos, o artista hiper-realista nunca deixou de chocar. Pois ele doou uma coleção de desenhos concebidos entre 1980 e 1992 a Cristiano Lovatelli Ravarino, italiano que era seu companheiro nos últimos anos de sua vida. Quarenta e seis desses desenhos “ambiciosos, assinados e em grande formato, claramente feitos como obras de arte independentes”, segundo definiu o célebre curador Edward Lucie-Smith, chegam agora ao Brasil pelas mãos das curadoras Monika Burian e Serena Baccaglini.

Na exposição, podemos encontrar pastéis e colagens nas quais a cor é usada de maneira criativa, bem como desenhos a lápis onde o traço tem uma força especial, quase a ponto de entalhar o papel. Os temas abordados aqui são os mais importantes da arte do irlandês, que morreu devido a complicações de seu alcoolismo: retratos de suas séries sobre papas e crucificações, onde podemos sentir como o trabalho de Bacon enfatiza o isolamento do ser humano. Afinal, segundo ele mesmo dizia, “não posso pintar as pessoas literalmente, estou sempre tentando deformar a aparência delas.”

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Serviço:

Exposição Francis Bacon – Italian Drawings

Local: Paço das Artes – Av. da Universidade 1 – Cidade Universitária – São Paulo

Data: até 7 de setembro de 2014

Horários: De terças a sextas, das 10h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h.

Fone: 11 3814-4832

Entrada gratuita

pacodasartes.org.br

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Panamericana abre inscrições para cursos de design de interiores

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Puxado pelo aquecimento da construção civil e do mercado imobiliário, o ramo de design de interiores cresceu 8% em 2013 em relação ao ano anterior. Só no ano passado, os brasileiros gastaram R$ 5,4 bilhões com a compra de artigos para decoração da casa, de acordo com uma pesquisa da Pyxis Consumo (braço do Ibope que analisa o mercado). Mas como todo crescimento gera competitividade, estar preparado torna-se ainda mais importante.

Ir atrás de uma formação complementar na área de seu interesse é uma estratégia certeira para aprimorar o currículo. Pois a Panamericana Escola de Arte e Design está oferecendo novos cursos de especialização e de curta duração na área de design de interiores. Quem fizer a inscrição até o dia 31 de julho fica isento da taxa de matrícula e as aulas têm início em agosto e setembro.

Para os alunos que pretendem fazer uma especialização, são duas opções, com 96 horas de duração: Design de Mobiliário e Acompanhamento de Obras (a R$2.800,00 cada). Dentre as atividades, destaque para a participação dos estudantes em Job Trainings, programa educacional promovido pela Panamericana que, em parceria com indústrias de móveis de design, propõe aos alunos a criação de projetos e protótipos. Já aqueles que preferirem cursos de curta duração podem optar entre Cenografia e Narrativas do Design, ambos em 36 horas, custando R$1.200,00 cada.

Serviço: 

Cursos de Especialização e Curta Duração em Design de Interiores da 

Local: Panamericana Escola de Arte e Design - Rua Groenlândia, 77  e  Avenida Angélica, 1900 - São Paulo

Fone: 11 3661-8511

 escola-panamericana.com.br

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Um criativo jornal repelente

Culturalmente, os habitantes do Sri Lanka têm o hábito de ler jornais pela manhã e ao entardecer, horários em que os mosquitos da dengue mais atacam.

O assunto é sério por lá: a epidemia atingiu 30.000 pessoas no país só no ano passado. O que parecia ser apenas dois fatores aparentemente desconexos mostrou-se uma bela oportunidade para o jornal Mawbima.

A publicação de circulação nacional teve uma ideia no mínimo criativa para marcar a semana nacional de combate à dengue: combinar essência de citronela à tinta do jornal para afastar os mosquitos.

A iniciativa começou com cartazes publicitários aplicados em pontos de ônibus. Eles traziam o logotipo do Mawbima impresso nesta tinta especial e tiveram efeito repelente para quem aguardava seu transporte diário.

Passou, então, por palestras educativas nas escolas, por artigos falando sobre os perigos da doença e terminou com a edição de um dia inteiramente impressa com esta tinta especial. O resultado?

Além de divulgar um assunto tão importante de forma inédita, o jornal já havia se esgotado nas bancas às dez horas da manhã e ainda conquistou 300.000 novos leitores.

Abaixo você confere um vídeo com mais detalhes sobre esta campanha:

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Arquitetos norte-americanos criam protótipo contra desastres

Muitos ainda têm dúvidas sobre o processo de degradação do planeta, contudo o número crescente de catástrofes e acidentes naturais nos mostra que essa preocupação não saiu do nada. Para tentar sanar este problema e proteger moradores de cidades que vivem situações de calamidade como enchentes, por exemplo, um time de arquitetos do Escritório de Gestão de Emergências de Nova York desenvolveu durante seis anos um abrigo pós-desastre.

Os protótipos, que podem ser sobrepostos uns nos outros formando um prédio, foram projetados para serem implantados em menos de 15 horas e em diversas configurações, tudo depende das condições urbanas da região.

A casa possui dois modelos, o primeiro com um e o segundo com três quartos. Vale destacar que ambos possuem varanda com portas que vão do chão ao teto, banheiro, cozinha e um espaço para armazenamento de outras coisas.

As unidades foram produzidas inteiramente com materiais recicláveis, cortiça e uma concha de isolamento duplo e podem facilmente acabar com as cenas tristes de abrigos e albergues superlotados que vemos nos quatro cantos do planeta.

Abaixo você confere um pequeno filme que mostra o processo de construção das casas.

Os protótipos lembram containers

Sobrepostas, as casas se transformam em prédios

O interior é simples, mas ao mesmo tempo super elegante

Detalhe para as camas, que com suas rodinhas, podem se mover e aumentar o espaço físico

*fotos de Andrew Rugge/Archphoto

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Artista questiona modo de vida atual com criação pra lá de chamativa

Nada melhor do que o design e a criatividade para levantar bandeiras sobre questões importantes de nossas vidas, não é mesmo? Compactuando com esta ideia está o trabalho da artista Aakash Nihalani. Batizado de “Telefone Sem Fio”, a série de instalações explora um tem mais que atual, o isolamento em comunidade.

A proposta é conectar as pessoas por meio de uma barra colorida que foi produzida com papel florescente e plástico corrugado. Os trabalhos são expostos ao ar livre e tem como intenção promover justamente esta ligação entre os indivíduos e também fazer parte da paisagem urbana.

Moradora do bairro do Brooklyn, em Nova York, Aakash acredita que estas obras funcionam como uma espécie de ligação visível para o mundo real. Ela também afirmou que sua maior influência foi a arquitetura da cidade norte-americana, dominada em sua maioria por cores neutras. Em função disso, a moça achou interessante usar tons brilhantes que destacam sua criação.

A sensação de que as barras atravessam o corpo das pessoas é obtida por um sistema de suspensão magnética sobre as camisetas.

A arquitetura de Nova York e suas cores densas exerceu influência na sua criação

"Landline" by Aakash Nihalani

"Landline" by Aakash Nihalani

"Landline" by Aakash Nihalani

"Landline" by Aakash Nihalani

"Landline" by Aakash Nihalani

Os trabalhos são expostos ao ar livre e têm como intenção conectar e aproximar as pessoas

"Landline" by Aakash Nihalani

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