As lições que temos a aprender com Nova York

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Janette Sadik-Khan foi secretária de Transportes de Nova York entre 2007 e 2013 e não fez pouca coisa por lá. Ela supervisionou uma série de projetos inovadores, tais como o programa “Plazas”, que fechou a Times Square e Broadway para carros, desenvolveu as ruas para pedestres e criou mais de 60 novos espaços de convivência. Também cuidou do planejamento e do lançamento de sete rotas exclusivas de serviço de ônibus, implantou o maior programa de compartilhamento de bicicletas dos Estados Unidos e criou mais de 600 quilômetros de infraestrutura cicloviária.

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Em um momento em que um dos assuntos mais discutidos do Brasil é justamente a mobilidade urbana, temos muito a aprender com ela. Pois a ex-secretária vem à sede do IAB-RJ no próximo dia 22 para o evento “Conexão Rio – Nova York com Janette Sadik-Khan”. O objetivo é inspirar cidades brasileiras a enfrentarem seus desafios e as inscrições, gratuitas, podem ser feitas por este e-mail.

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Serviço:

Conexão Rio – Nova York com Janette Sadik-Khan

Local: Sede do IAB-RJ – Rua do Pinheiro, 10 – Rio de Janeiro

Data: 22 de setembro de 2014

Horário: das 19:00 às 21:00

Evento gratuito

iabrj.org.br 

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O assunto da semana de moda: o desfile 4D de Ralph Lauren

“Era uma miragem, um milagre ou magia tecnológica este desfile que aconteceu sobre as  águas do lago central do Central Park, em Nova York?”, se perguntava a todo-poderosa da moda Suzy Menkes, que depois de décadas à frente do caderno Style do jornal The New York Times, está desde o começo deste ano na revista Vogue. E olha que impressionar Suzy é difícil: ela já viu de tudo em termos de criações fashion e, claro, de cenografias. Mas a Polo Ralph Lauren conseguiu.

O cenário 4D do desfile de Ralph Lauren 3

O desfile de sua coleção primavera-verão 2015, que aconteceu na primeira semana de setembro exibia projeções holográficas em quatro dimensões, com as modelos rodopiando seus looks coloridos e esportivos pela ponte do Brooklyn, pelas ruas do Soho e até por um farol. “Lançamos uma forma que nunca se viu de desfile de moda,  combinamos a melhor tecnologia para criar uma experiência cinematográfica em que cinco modelos literalmente andaram sobre as águas”, disse David Lauren, vice-presidente executivo de comunicação da marca e filho de Ralph.

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Para o impressionante resultado, a grife contratou produtores-executivos, designers e pesquisadores de tecnologia. “A tecnologia neste projeto foi desafiadora porque quando se fala em andar sobre as águas você lida com um elemento natural: as águas se movem. E ainda tem as modelos interagindo com isso”, diz Tim Dillon, produtor-executivo encarregado do show.

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As etapas de criação começaram com o rascunho dos edifícios, que depois foram moldados em três dimensões. Depois, foram desenhadas falsas modelos desfilando pelo cenário. Por fim, as modelos reais foram filmadas em um estúdio e projetadas por cima das de mentira. “Foram 10.500 cenas para 10 minutos de desfile. Levamos dois dias para montar tudo”, explica Tim Dillon.

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Para a exibição, foi montado um telão no parque com mais de 18 metros de altura e 45 metros de largura. Quer saber mais? Veja abaixo o making of dessa surpreendente cenografia. E na sequencia o desfile:

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Faça seu próprio objeto de vidro

Design Working de Setembro

Há 20 anos criando arte em vidro e cristal, a designer Elvira Schuartz é pioneira no Brasil no ensino de sopro de vidro. Ela dará uma palestra falando sobre suas técnicas e sua história em São Paulo, no dia 25 de setembro. A experiência faz parte da programação do Design Working, promovido pela ADP (Associação de dos Designers de Produto), que tem o objetivo de promover a capacitação profissional em diversas áreas. Este ano, o tema é o vidro

O portal Living Design é parceiro do evento, que promove ainda uma visita técnica ao ateliê Espaço Zero, em que os participantes poderão participar de uma atividade de sopro de vidro, no dia 26 de setembro. Mas atenção, as inscrições vão somente até o dia 22.

Serviço:

Palestra Design em Vidro com a designer Elvira Schuartz, no Design Working

Local: FAAP – Rua Alagoas, 903 – São Paulo

Data: 25 de setembro de 2014

Horário: 14:00

designworking.wordpress.com

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Lindo e sustentável

O novo aeroporto internacional do Méxic

Ganhar tempo e ainda ajudar a poupar os recursos naturais. De quebra, ter a mobilidade facilitada, espaços abertos e entrada de luz natural. Parece um sonho? Pois essa é a ideia de dois estúdios de arquitetura que ganharam a licitação para desenhar o novo aeroporto internacional da Cidade do México. No local Romero Enterprise se juntou ao global Foster + Partners (responsável, entre outros projetos pelos aeroportos de Beijing e Hong Kong) e a ideia é mais do que ousada: em uma área de 555.000 metros quadrados será apenas um terminal, com oito passarelas.

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Isto porque ter apenas uma estrutura consome menos materiais e energia que um conjunto de edifícios. O projeto garante distâncias curtas para fazer caminhando e tem poucos andares: é fácil se locomover, e os passageiros não vão precisar usar trens internos ou túneis subterrâneos.

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A estrutura leve, de vidro e aço, terá arcos de mais de 100 metros de altura, criando um teto abobadado que faz referência à arquitetura tradicional do México. E será em forma de uma Gridshell contínua (de formas orgânicas, com dupla curvatura e livre de colunas, como o aeroporto de Barajas, em Madri), que vai envolver paredes e teto em uma forma flutuante para evocar a fluidez do voo.

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Será um dos maiores aeroportos do mundo e também um dos mais sustentáveis: na maior parte do ano, as temperaturas internas serão mantidas confortáveis usando apenas ventilação natural, quase sem necessidade de aquecimento ou resfriamento artificiais. Energia solar e irrigação com água da chuva também serão usados para reduzir o crédito de carbono da construção.

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Flexibilidade foi outra palavra-chave empregada aqui. Com a ausência de colunas estruturais e de ambientes divididos, o espaço pode ser adaptado para acompanhar as mudanças necessárias no ritmo de uso do aeroporto e até para aumentar sua capacidade, prevista para acontecer antes de 2028. E mais: um sistema de construção pré-fabricado vai permitir que o aeroporto seja construído rapidamente – começa no ano que vem e deve ser entregue em 2018 – sem necessidade de andaimes.

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“A experiência para os passageiros será única. Não haverá nada parecido no mundo. Lembro que nos anos 90, quando o Stansted Airport reinventou o terminal convencional, ele foi copiado mundo afora – e isto (a ideia de um só ambiente) quebra com aquele modelo pela primeira vez”, disse o inovador Foster.

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Inspiração urbana

“As obras são repletas de sentidos e significados, retratam um cotidiano muito presente, além de coisas que estão ao nosso redor e que dificilmente percebemos no nosso dia a dia. Trata-se de uma exposição muito atual, com fotografias quem podem ser interpretadas de diferentes maneiras”. É assim que Caru M Magano, sócia da Fauna Galeria, em São Paulo explica a mostra “Centro, 738”. Trata-se da reunião de 20 trabalhos de dois talentos da fotografia: Felipe Russo e Nico Silberfaden. Os artistas mostram, cada um à sua maneira, os rastros que deixamos pelo caminho nos grandes centros urbanos, além da própria arquitetura, como prédios, calçados, muros e viadutos.

Felipe Russo

Felipe Russo

Pode-se dizer que Felipe e Nico têm visões complementares graças a suas histórias de vida, totalmente diferentes. Felipe Russo nasceu e cresceu na capital paulista, e tem uma relação forte com a metrópole. Postes deteriorados, pegadas sobre o cimento fresco, lixos no chão e calçadas remendadas são alguns dos temas presentes em suas imagens. “O vazio e os vestígios da passagem de homens e mulheres pelo centro de São Paulo aludem a uma série de questões sociais e pessoais. Quis traduzir todo o peso presente no silêncio”, explica.

Felipe Russo

Felipe Russo

Já Nico é um globe-trotter. Nascido na Argentina, ele morou nos Estados Unidos e no Brasil e hoje vive na França. As constantes mudanças fizeram com que questionasse a ideia de origem, lugar e cultura. Para a exibição “Centro, 738”, ele apresenta fotografias que mostram Los Angeles como um lugar imaginário, carregado de deslocamento, solidão e de desejo de pertencimento.  “Concluí, após vários anos em Los Angeles, que eu e esta cidade não possuímos uma identidade particular. Somos um lugar com passado, mas sem história, e por isso quis fazer esse trabalho”, explica. As duas visões complementares dos fotógrafos são justamente o que torna esta mostra tão interessante. E você, como vê a vida na cidade?

RedDoor, de Nico Silberfaden

RedDoor, de Nico Silberfaden

Tunnel, de Nico Silberfaden

Tunnel, de Nico Silberfaden

Serviço: 

Exposição “Centro, 738”

Local: Fauna Galeria – Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 470 – São Paulo

Data: de 17 de setembro a 18 de outubro de 2014

Horário: de terça a sexta, das 14:00 às 19:00, e aos sábados, das 11:00 às 17:00

Fone: 11 3668-6572

faunagaleria.com.br

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