O magnífico Regis Larroque

Louis Vuitton, Nina Ricci e Sonia Rykiel são alguns dos clientes do escritório parisiense Regis Larroque. O motivo é uma arquitetura que mescla ambientes old-style com um décor moderno.

E também é por isso que seus projetos de apartamentos residenciais são de tirar o fôlego. A predileção por pisos de madeira e paredes e cortinas brancas que destacam móveis pontuais em tons vibrantes, como um armário verde-pinho, uma poltrona vermelho-sangue ou cadeiras azul-petróleo, por exemplo. Chic e de uma simplicidade acachapante, exatamente como pede a estética francesa. Cool, mas com personalidade e estilo. Ou, em bom francês, magnifique!

Regis Larroque 1

Regis Larroque 2

Regis Larroque 3

Regis Larroque 4

Regis Larroque 5

Regis Larroque 6

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Regis Larroque 17

Regis Larroque 18

Regis Larroque 19

*Fotos: João Morgado

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A obra hipnótica de Anish Kapoor

O artista indiano Anish Kapoor é um provocador. Em suas obras monumentais, ele trabalha formas e materiais de maneira a provocar vertigem no espectador e pôr em xeque suas noções de tempo e espaço. Sua instalação “Descension”, criada para a Kochi-Muziris Biennale, mais importante bienal da Índia, não é diferente.

Trata-se de um redemoinho de água escura que fica girando sem parar em uma espécie de poço, instalado dentro de uma das salas da exposição. Protegidas por grades, as pessoas podem observar esse eterno – e rápido – movimento. A vontade é mesmo cair ali dentro. E não é por acaso. “Descension” discute justamente os limites entre o espectador e o objeto.

Para Kapoor, “o vazio é, verdadeiramente, um estado interior. Tem muito a ver com o medo, entendido em termos edípicos, e mais ainda com a escuridão. Não há nada tão escuro quanto a treva interior”. Um discurso hipnotizante, como sua obra.

Clique aqui para ver “Descension” em movimento.

Anish Kapoor 2

Anish Kapoor 3

Anish Kapoor

Anish Kapoor 4

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Parece Lego

Módulos de metal coloridos. Esta ideia simples e divertida da marca de metais Meccano permite uma multifuncionalidade incrível. Com 20 peças diferentes, é possível montar mesa, cadeira, escrivaninha, estante, luminária, aparador e o que mais a imaginação mandar. Parafusos e porcas cuidam do encaixe e pronto!

A linha, chamada Meccano Home, foi apresentada na feira Maison & Objet em Paris, e é pra lá de prática, permitindo montar e desmontar os móveis ao sabor do seu humor. Os módulos de metal vêm em oito cores, com acabamento em tinta resistente ao tempo, ou seja, durabilidade é outro ponto forte.

A linha é composta de 20 módulos que podem ser combinados de diferentes formas

A linha é composta de 20 módulos que podem ser combinados de diferentes formas

A cadeira pronta

A cadeira pronta

Peças compondo uma cadeira

Peças compondo uma cadeira

Ambiente de trabalho

Ambiente de trabalho

Possíveis configurações e combinações de cores da mesa Meccano Home

Possíveis configurações e combinações de cores da mesa Meccano Home

Mais uma boa ideia de configuração

Mais uma boa ideia de configuração

Outro exemplo de configuração

Outro exemplo de configuração

Os parafusos e roscas das peças multifuncionais

Os parafusos e roscas das peças multifuncionais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Design For 2015

Livro Design For 2015

Não faltam hoje em dia no mercado produtos criativos e de belo design (ufa!). Mas e como não se perder neste mar de opções? A associação Promotedesign.it criou a série de livros “Design For”, que chegou à quarta edição com os lançamentos mais bacanas para 2015. A publicação busca mostrar ao consumidor as novidades mais criativas e, à indústria, os profissionais de mais destaque.

Livro Design For 2015 - 2

Nesta edição, o “Design For” apresenta 300 conceitos criados por 150 designers de diversos países. Ele contém mais de 1.500 imagens com as descrições em italiano e inglês. Além de novos talentos, estão presentes no livro profissionais de renome, como Giovanni Levanti e Makio Hasuike. No mínimo, inspirador.

Livro Design For 2015 - 3

O livro sera lançado em abril, durante a Design Week de Milão, mas já é possível ler online aqui.

Serviço:

Livro “Design For 2015”

Editora: Logo Fausto Lupetti

28 euros

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Economia compartilhada

O fenômeno do compartilhamento, definido pelo jornal The New York Times como “Sharing economy” vem crescendo e tornando-se padrão, principalmente na economia deprimida do Velho Mundo, em que vivo e de onde vos escrevo.

Confesso ser uma ótima coisa, não apenas para ir e vir (como o CarSharing), para decidir onde dormir (como o AirBnb), ou o que vestir (Tradesy). Ela está agora na música! O Spotify é ótimo e o Google Play Music também, assim como seus seguidores, pois a ideia de que por uma assinatura mensal de custo inferior ao de um simples CD você possa ter toda a música que deseja é, no mínimo, democrática.

Google Play

Porém, com as possibilidades infinitas que temos – características, aliás, do nosso Zeitgeist em tudo: da prateleira do supermercado à das lojas fast-fashion, passando pelos amores – fica mais difícil escolher. E é isto que alguns psicólogos já estão chamando de “patologia do desejo”.

Explico melhor: se eu sei que tenho que escolher entre um número limitado de coisas, a limitação da minha capacidade de escolha vai até onde este território permite. Mas, quando o território não tem limites, eu arrisco me perder e ficar infinitamente procurando. O resultado, conhecemos bem: ou acabamos não escolhendo nada, ou ao contrário, levamos tudo, mas não temos tempo depois de usufruir o que “possuímos”. Você certamente já teve esta sensação.

Spotify

Fora isso, sem parecer antiquada ou “de esquerda”, ainda curto o momento anterior a este fenômeno, quando o prazer vinha não da posse “sem medidas”, mas do desejo alimentado por um tempo. A gente fazia uma pesquisa intensa, se preparava para sair em busca do objeto de desejo (no caso, um disco específico), conversava com o especialista da loja de música, encontrava o disco em meio a outras raridades, sentia seu peso, curtia seu layout gráfico, o levava para casa para, só então, em um ritual específico, “degustá-lo” por horas a fio.

Foi o que fiz lá em 1995, quando comprei meu primeiro CD de música, o clássico “The Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd. Mas isto faz parte de uma lembrança individual, e não de um momento coletivo onde o processo de sharing na música é fantástico por permitir o acesso de uma grande massa de pessoas a um “arquivo virtual” imenso de informações musicais por preços incrivelmente baixos. Não mais possuindo, mas sim, desfrutando de tudo.

Capa do CD Dark Side of the Moon

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