Hall da fama dos designers

A' Design Award & Competition

“O A’ Design Award & Competition não é só uma premiação, é um indicador de qualidade e perfeição no design. Somos reconhecidos mundo afora”, explica o site do prêmio. Graças a um júri composto de profissionais renomados e membros da Academia, e à divisão em 76 categorias, o A’ é um dos mais abrangentes e conceituados do planeta. Por isso, quando ele libera sua classificação anual, é como se estivesse publicando o “hall da fama” do design e, claro, tudo mundo espera ansiosamente por isso.

Mas, mais que isso, a premiação dá uma ideia, setor por setor, de quais países e profissionais mais destacam em suas áreas, como se fosse um raio-X do que vai (muito) bem e do que pode melhorar.

Baseado nos resultados do A’ Design Award & Competition dos últimos quatro anos (entre 2010 e 2014), foi publicado recentemente o “World Design Ranking”, que dá uma visão ainda mais abrangente da situação.

O Brasil, por exemplo, teve 25 profissionais posicionados na lista e foi o 8º país mais premiado, puxado pela arquiteta de interiores Fernanda Marques e pelo estúdio Mula Preta Design.

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Das 76 categorias analisadas, a que mais distribuiu prêmios foi a de “Design de Interiores e de exposições”, na qual o Brasil levou o 10º lugar, graças ao estúdio de Marcio Kogan.

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Já no quesito “móveis, itens decorativos e para a casa”, respondemos pela primeira e pela quarta colocação.

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O Brasil se destacou ainda em “design gráfico e comunicação visual”, com a segunda posição:

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Em “iate e embarcações marítimas” conquistamos duas colocações importantes:

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Levamos o segundo lugar em “têxteis, tecidos, texturas e padronagens”:

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Também é nosso o vice-campeonato “design de animação e cinema”:

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E abocanhamos o bronze em “design de assistência a idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais”:

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Entre os destaques, também está nossa segunda colocação em “veículos motorizados e carros”:

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Nosso país, porém, não foi tão bem em algumas seleções. Uma surpresa ficou por conta de “Arquitetura e Construção”, em que o primeiro lugar foi para o Líbano e o segundo para o Kuwait, e o Brasil entrou apenas no 15º (studio MK 27) e no 18º lugar (Paula Werneck). Mas a má notícia mesmo é que ficamos de fora em 61 categorias, entre elas, foi sentida nossa ausência em “moda e roupas” e “design de sapatos”, certamente dois pontos fortes dos nossos profissionais.

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Inscreva seu projeto na Matilha Cultural

Matilha 2

Centro de cultura independente e sem fins lucrativos, a Matilha Cultural fica no centro de São Paulo e defende causas sociais, ambientais, de direito animal, as culturas do skate, do grafite, do hip hop, além de política autoral e direitos civis. Ela mantém projetos fixos, como Setembro Verde e Pra Cachorro, mas agora resolveu abrir pela segunda vez uma chamada pública para que a sociedade utilize seu espaço.

A iniciativa prioriza a inovação e a independência e mantém as portas abertas à diversidade cultural, social e artística. Entre os critérios básicos que os projetos devem atender estão o ineditismo em São Paulo, a necessidade de apresentar conteúdos preferencialmente relacionados com os temas de trabalho da Matilha Cultural, a vinculação de origem e produção das obras com coletivos de arte, artistas independentes, galerias de rua, núcleos da periferia, intercâmbio internacional, coletivos ligados a pontos e redes de cultura, artistas independentes e outros, e levar em consideração padrões e preocupações com o tipo de material (sustentável) utilizado na execução das obras.

Matilha

Para garantir a diversidade na programação, serão escolhidos no mínimo um e no máximo três projetos de cada um dos seguintes segmentos:

- Artes plásticas: pintura, gravura e escultura;

- Documental: vídeos, fotos, cartazes, pôsteres, objetos e infográficos;

- Multimídia: instalações, vídeos, projeções e outros;

- Grafite, estêncil, sticker, pixo e colagens.

Matilha 3

No último ano, foram recebidos 34 projetos inéditos, entre eles, sete foram realizados, como as exposições “Espelho Invertido”, de Veronica Amores, “Reflexos: pintura, gravura, monotipia e fantasmas”, de Vinicius Consales e o Projeto Manifeste, que fizeram sucesso entre os frequentadores do espaço.

Para saber sobre os demais critérios básicos e se inscrever, clique aqui.

Serviço:

Inscrições de projetos da Matilha Cultural

Local: Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo

Data: até o dia 20 de fevereiro.

Fone: 11 3256-2636

As inscrições devem ser feitas pelo site.

matilhacultural.com.br

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Food and the city

Existem dois elementos que associamos imediatamente a cidades e países que conhecemos – ou desejamos conhecer: arquitetura e comida. Certo? Foi o que pensaram a ilustradora Bea Crespo e o fotógrafo Andrea Portolés ao criarem a “Brunch City”. Trata-se de uma série de imagens criadas em conjunto pela dupla, que mescla delicadas ilustrações com pratos que costumamos consumir como um lanche no final da manhã ou da tarde.

Em Paris, nada como um croissant quentinho, então, montaram sobre ele monumentos que representam a Cidade-Luz. O pão com tomate catalão foi cenário para a igreja Sagrada Família e outros monumentos de Barcelona e o Coliseu romano está apoiado sobre um sorvete. Porque, afinal, somos o que comemos, não é mesmo?

Atenas

Atenas

Barcelona

Barcelona

Beijing

Beijing

Berlim

Berlim

Bruxelas

Bruxelas

Dublin

Dublin

Londres

Londres

Marrakesh

Marrakesh

Paris

Paris

Roma

Roma

Tóquio

Tóquio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Um hotel de ametista?

Os próprios arquitetos do escritório NL Architects definem o projeto como “insano”, mas que é lindo é. A ideia é lançar uma rede de hotéis inspirados em pedras preciosas, e o Amethyst Hotel seria o primeiro deles. Mas por que ametista, e não diamante, por exemplo? Porque esta pedra violeta é cercada de mitos: na Grécia, acreditava-se que ela prevenia a embriaguez, já os soldados medievais diziam que a ametista os protegia durante as batalhas, enquanto a medicina alternativa diz que ela defende o sistema imunológico e ainda evita pesadelos.

Então, os arquitetos Kamiel Klaasse e Pieter Bannenberg quiseram aproveitar estes “poderes de cura” da pedra. A inspiração veio da arquitetura de John Portman, que desenhava hotéis com um grande átrio para redes como Hyatt e Marriott. “O projeto pode ser entendido como uma mutação da inovadora distribuição de quartos de Portman, que criavam uma ideia sensacional de vazio”, dizem os arquitetos. “É como se cortássemos o hotel Marriott Marquis no meio, expondo seu magnífico interior”, completam.

Os quartos, então, ficam dispostos ao redor do átrio, ou seja, todos têm vista para este “vazio” central, todo coberto de vidro. A ideia é que o edifício seja erguido na ilha artificial Ocean Flower, na China.

Hotel Ametista 1

Hotel Ametista 2

Hotel Ametista 3

Hotel Ametista 6

Hotel Ametista 4

Hotel Ametista 5

Hotel Ametista 7

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Será o fim dos shoppings centers?

Finalmente uma boa nova: os shoppings centers estão desaparecendo, nos EUA e, afirmo, aqui na Itália, onde, aliás, nunca fizeram sucesso. Mas a “culpa” não é da crise. Nem do crescimento do e-commerce, visto que este tem um efeito limitado, pois ainda incide sobre 10% do setor e seu impacto acaba sendo maior nas “big box stores”. A culpa é, sim, do crescimento destes locais de venda que têm produtos acima das possibilidades de compra do público.

Muito mais do que isso, e esta é a boa nova, este movimento se dá porque o modo de consumir das pessoas mudou. Claro que alguns centros comerciais resistirão, principalmente os relacionados ao luxo, mas o grosso da sociedade está cansado destes lugares “não-lugares”, espécies de aeroportos voltados ao consumo, sem nenhuma personalização ou atratividade.

E viva as lojas, as butiques dos centros das cidades, dos subúrbios, especializados nisso e naquilo, da medida humana de consumo. Para saber mais sobre este movimento, clique aqui.

O shopping abandonado Landover, nos Estados Unidos

O shopping abandonado Landover, nos Estados Unidos

O shopping abandonado Rolling Acres, nos Estados Unidos

O shopping abandonado Rolling Acres, nos Estados Unidos

O site Dead Malls mostra onde os shoppings centers estão fechando

O site Dead Malls mostra onde os shoppings centers estão fechando

 

 

Fonte: NYTimes

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