Natal perfumado

Annick Goutal

Annick Goutal

Um dos produtos mais vendidos no Natal passado aqui na Itália foi o perfume, sabiam? E tudo indica que a “tradição” vai continuar este ano, dada a crise econômica e, sobretudo, os bons lançamentos do setor. Hoje, usar e presentear alguém com perfumes é algo muito comum, mas não foi sempre assim. Por isso, resolvi trazer algumas “gotas” históricas – e curiosas - para você. Vejamos:

Os antigos romanos afirmavam que “as mulheres de bem não deviam ter perfume de nada”, ou seja, apenas às cortesàs e prostitutas era permitido “cheirar bem”. Mas, sabem como é, as mulheres romanas revoltaram-se contra esta regra chauvinista e um perfume importado da Grécia teve tanto sucesso que fez nascer, inclusive, a mais antiga “marca” que conhecemos: ele se chamava “Rhodinon”, e pode ser comparado ao Chanel moderno devido à sua abrangéncia e continuidade de fabricação.

Venda Perfume no período Medieval

Venda Perfume no período Medieval

Os perfumes no período Medieval e início da época moderna serviam para cobrir as carências higiênicas das pessoas: tomar banho para limpar-se do suor, por exemplo, é uma ação que certas culturas foram aprender apenas recentemente. Existia àquela época um perfume em pastilhas para mau hálito (escovar os dentes? Imagina! A escova de dentes é uma invenção dos anos 30!) e, na França do século 17, as damas da corte, ao invés de lavarem-se, aplicavam embaixo das axilas e sobre outras partes íntimas esponjas embebidas em perfume!

Coube à rainha Elisabeth I da Inglaterra, em 1576, impor aos próprios súditos que cultivassem ervas perfumadas e difundissem as essências em caixas especiais, dando então início à tradição da perfumaria, que encontrou na cidade de Grasse, na região da Provença francesa, seu ápice durante séculos.

Como a história às vezes se repete, nos anos 20 do século passado também apenas as senhoras casadas podiam usar perfume em locais públicos. Os frascos eram verdadeiras obras de arte e as fórmulas mais comuns levavam álcool e pétalas de flores (cerca de 20 mil por unidade) na sua realização, sendo, portanto, caríssimos. Aí, chegaram os inovadores Jean Patou, Jeanne Lanvin e, claro, Coco Chanel, com seu N° 5 que revolucionou o mundo olfativo. Criado pelo químico Ernest Beaux, esta foi a primeira fragrância artifical e moderna, definida como “abstrata” porque pela primeira vez não predominava uma essência natural, mas era realizada sobre uma base química. Foi chamado assim, pois, tendo que esolher qual produzir entre 10 essências, Mlle. Chanel, ao exerimentar uma por uma, decretou na quinto frasco: “Ça va, ça va!” (é esta, é esta!).

Uma das primeiras publicidades do Chanel N.5

Uma das primeiras publicidades do Chanel N.5

A garota propaganda mais famosa de Chanel N.5, Marylin Monroe

A garota propaganda mais famosa de Chanel N.5, Marylin Monroe

De novidades atuais, alguns cientistas franceses recriaram o Kyphi, lendário incenso egípcio, baseando-se nas descrições de Plutarco e com auxílio de textos egípcios. Produziram um perfume com tons doces, sem álcool, contendo 16 ingredientes como canela, mirra, menta, incenso, rosa, sândalo e açafrão. Usado pelos egípcios como afrodisíaco, era distribuído sobre as partes íntimas para favorecer a atividade sexual. Infelizmente, nunca será colocado no mercado, pois contém, também, substâncias consideradas ilegais em muitos países, uma delas é a cannabis.

Collection Penhaligons

Collection Penhaligons

Nas imagens deste post, separei os perfumes mais vendidos em 2014.

Blumarine Anna

Blumarine Anna

Chloé

Chloé

Dolce&Gabbana The One

Dolce&Gabbana The One

Endlessly Blue Tommy Hilfiger

Endlessly Blue Tommy Hilfiger

J´adore Dior

J´adore Dior

Moschino Toy

Moschino Toy

Stars Jimmy Choo

Stars Jimmy Choo

 

 

 

 

 

 

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Desenvolvimento Urbano Sustentável

Portal

A ONU (Organização das Nações Unidas) realizará no ano de 2016 a terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, que tem novamente os desafios de lidar com a rápida urbanização e construir uma agenda global que trata de temas como a moradia adequada para todos e a noção de assentamentos humanos sustentáveis.

Para fomentar estas discussões desde já, o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, acaba de lançar o portal Habitat. Ele será também uma ferramenta para a participação da sociedade na produção do relatório que o Brasil apresentará durante o importante evento, recomendação da ONU para que os países membros criem Comitês Nacionais com o objetivo de apresentar propostas sobre as questões urbanas atuais.

Um grupo de trabalho vai subsidiar a produção do relatório brasileiro, e a equipe ficará responsável pelo levantamento de informações  relevantes postadas no portal para a conferência. Será disponibilizado no site um questionário consultivo, que pode ser acessado mediante cadastro na página e criação de login e senha. O questionário trará questões baseadas nos sete tópicos que devem constar no relatório nacional: questões e desafios para uma nova agenda urbana, meio ambiente e urbanização, governança urbana e legislação, economia urbana, habitação, serviços básicos e indicadores.  Também serão disponibilizadas na página informações atualizadas, documentos, materiais de pesquisa e fóruns de discussão.

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Cidades-design

A Unesco premiou cinco centros urbanos do mundo com o título de Cidade-Design porque são consideradas portas de entrada para a indústria internacional de design. São elas: Dundee (na Escócia), Bilbao (na Espanha), Helsinki (capital finlandesa), Turim (na Itália) e a brasileiríssima Curitiba.

Curitiba

Curitiba

O objetivo da instituição é fomentar o desenvolvimento de indústrias criativas locais e promover relações e trocas de conhecimento e até mesmo de recursos entre as cinco cidades.

Bilbao

Bilbao

Para conseguirem o status de Cidades-Design, as cinco localidades responderam a critérios específicos, como escolas de design, centros de pesquisa, grupos de criadores e designers atuantes.

Dundee

Dundee

Em termos práticos: Bilbao hospeda o belíssimo Guggenheim Museum, projetado por Frank Gehry, Curitiba foi reconhecida por sua infra-estrutura urbana e Helsinki e Turim, pela grande quantidade de monumentos arquitetônicos e naturais tomados pelo Patrimônio Histórico da Unesco, que vão de residências reais a fortalezas do século 18. Dundee está para inaugurar o V&A Museum of Design, que recebeu investimento de 15 milhões de libras do governo escocês.

Helsinki

Helsinki

Turim

Turim

 

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Apê chic e contemporâneo em Amsterdã

Uma experiência de design de interiores. É isto que a companhia The Playing Circle, que aluga salas de reunião super chics em Amsterdã, Holanda, oferece. Para eles, quanto mais inspirador for o ambiente, mais ideias criativas devem surgir em quem participar de conferências por lá.

Mas além de seu negócio principal, eles oferecem também, periodicamente, uma “experiência” de compras de design de interiores, como em uma pop up store. O trocadilho é inevitável: eles montam um ambiente incrível e durante certos períodos do ano (o último foi entre julho e agosto), vendem tudo o que está lá dentro, dos livros aos móveis, e você se sente em casa. Foi o caso do The Loft.

Uma loja-conceito que expressa os valores da companhia que, em termos práticos, se traduz em matéria-prima natural, como madeira, couro, vidro, lã e cerâmica. Para quipe do The Playing Circle, estes materiais contam muito sobre o amor e a atenção dispensados ao produto. Mostram sua idade e origem, sua história, e forma como foram feitos. É por isso que gostamos de objetos feitos por pessoas, e não por máquinas. Realmente, a seleção de móveis, objetos de design e artesanato e livros é, no mínimo inspiradora.

The Loft 1

The Loft 2

The Loft 3

The Loft 4

The Loft 5

The Loft 6

The Loft 7

The Loft 8

The Loft 9

The Loft 10

The Loft 11

The Loft 12

The Loft 13

The Loft 14

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De fora pra dentro

Olhando assim, de relance, parece um monte de grama dentro de um quarto pequeno.  E é mesmo. A instalação “Not Red But Green” é obra do artista norueguês Per Kristian Nygård, que costuma explorar as limitações e as possibilidades de espaços físicos. Desta vez, ele montou tudo em um cenário completamente branco, na galeria No Place, em Oslo.

Sua ideia era criar uma antítese com o ambiente arquitetônico superorganizado da galeria graças a uma paisagem atípica. “Meu trabalho parece confuso e insignificante em contraste com todas essas obras significativas e personalizadas que nos circundam, como o ambiente urbano planejado, a bela arquitetura e os objetos funcionais”, provocou Per Kristian Nygård.

As ondulações no terreno foram construídas com uma moldura de madeira, sobrepostas com folhas de plástico e uma grossa camada de solo com sementes de grama. Ao longo da mostra, que aconteceu no mês de agosto, o “terreno” era protegido e molhado para criar um ambiente propício para seu crescimento. Então, pequenas montanhas verdes cresceram ao redor das janelas e não bloquearam a entrada de luz solar no espaço. A paisagem inusitada convidava os visitantes a “escalarem” a obra e interagirem com ela.

Expo 1

Expo 2

Expo 3

Expo 4

Expo 5

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