Arquizoológico

Uma girafa que tem como corpo a Torre Eiffel. Um coelho feito das curvas de Niemeyer. Um porco desenhado das linhas futuristas de Rem Koolhass. Estes são os animais que fazem parte do zoo fantástico do arquiteto italiano Federico Babina.

Esta não é a primeira obra de Babina que remete ao assunto, porém. Com suas ricas e irreverentes ilustrações, ele já combinou arquitetura com arte, música e cenários, por exemplo, com resultados sempre assim, lindos.

Nesta mais recente série, ele voltou à infância. “Quando era criança, queria ser arquiteto, e agora que sou arquiteto, gostaria de, às vezes, voltar à minha infância. Nossa mente é capaz de coletar, recordar e guardar milhões de imagens e sempre me interessei pela associação que podemos fazer entre essas imagens”, explica.

Coelho - Oscar Niemeyer

Coelho – Oscar Niemeyer

Ema - Oscar Niemeyer

Ema – Oscar Niemeyer

Girafa - Gustave Eiffel

Girafa – Gustave Eiffel

Leão Marinho - Zaha Hadid

Leão Marinho – Zaha Hadid

Porco - Rem Koolhass

Porco – Rem Koolhass

Rato - Frank Loyd Wright

Rato – Frank Loyd Wright

Sapo - Étienne-Louis Boullée

Sapo – Étienne-Louis Boullée

Tartaruga - Roy Grounds

Tartaruga – Roy Grounds

Touro - Le Corbusier

Touro – Le Corbusier

Tubarão - Jean Nouvel

Tubarão – Jean Nouvel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Habitações para surfistas na Espanha

Tarifa é uma charmosa cidade da Andaluzia espanhola, destino de quem ama praia e altas ondas. Foi pensando nisso que a instituição reThinking Competitions criou um concurso internacional com o tema “Habitação temporária para surfistas em Tarifa”. As propostas deveriam ocupar 30 metros quadrados com 100 alojamentos. Entre as 209 apresentadas, conheça os três primeiros colocados:

Primeiro Lugar

The Pop Up Tarifa 

De Verónica Rodríguez Vergara e Carlos Sánchez Sanabria (Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Sevilla, Espanha)

The pop up tarifa, que ficou em 1o lugar

The pop up tarifa, que ficou em 1o lugar

O conceito de que os surfistas têm uma relação especial com a natureza e que estão sempre à procura de lugares dinâmicos e com condições atmosféricas específicas norteou este trabalho. “Propomos um projeto que aparece e desaparece, um não-lugar que necessita de um meio contínuo: obviamente o mar, que é a raiz para todas essas atividades. Sobre o skyline de Tarifa se configura uma paisagem composta por várias camadas. Falamos de uma paisagem artificial e efêmera. Focamos em uma estrutura de bambu articulado e pré-montado que pode ser facilmente dobrado. Essa estrutura é leve e pode ser transportada e rapidamente montada em qualquer parte, sem muitas ferramentas”, explicam os autores Verónica e Carlos.

Segundo Lugar

Jelly Watch

Orit Theuer (Academy of Fine Arts Vienna, Áustria)

 Jelly Watch, que ficou em 2o lugar

Jelly Watch, que ficou em 2o lugar

A ideia da estudante Orit foi criar 28 construções, capazes de abrigar de uma a seis pessoas, que se distribuem pela faixa de terra e são formadas por estruturas que se adaptam às influências ambientais. “Considerando que o público alvo só utilizará os abrigos durante a temporada de surf, busquei minimizar o impacto da estrutura no solo. Usei a topografia para criar o espaço, dedicando áreas mínimas para dormir e guardar os equipamentos esportivos”, explicou.

Terceiro Lugar

Foursquaremeter

Marius Tebart e Rene Kersting (Peter Behrens School of Architecture, Alemanha)

Four Square Meter, que ficou em 3o lugar

Four Square Meter, que ficou em 3o lugar

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Concurso Projetar #10

Projetar.org

Atenção, estudantes, já estão abertas as inscrições para a 10ª edição do Concurso Projetar, que tem o apoio do Living Design. Os três primeiros colocados ganham um total de R$ 5 mil e têm seu trabalho publicado em sites e blogs de alcance nacional.

O tema desta vez é um edifício arquivo que abrigue o acervo de projetos da biblioteca do arquiteto Vilanova Artigas, falecido este ano. A construção será ao lado da FAU- USP e deve ter uma arquitetura de caráter, cujo propósito é preservar e oferecer acesso à memória ali depositada, estabelecendo um diálogo respeitoso com um dos maiores ícones da arquitetura brasileira do século XX.

Para criar seus projetos, os alunos devem observar o contexto em que se situa este concurso. Com o fim da segunda guerra mundial em 1945, o mundo, e o Brasil, entraram em uma fase de pleno crescimento populacional e desenvolvimento econômico. A criação das faculdades de arquitetura e engenharias é consequência direta das condições sociais e econômicas deste período. Após muita discussão sobre o programa das escolas de arquitetura no Brasil, no início da década de 1960, Vilanova Artigas, com apoio de Carlos Cascaldi, inicia o projeto da nova sede da FAU. E agora, os participantes do concurso têm como objetivo aplicar ao espaço construído as inovações do programa do ensino de arquitetura.

Sediando o curso de arquitetura e urbanismo por mais de 50 anos, a FAU USP atualmente abriga em sua biblioteca o maior acervo nas áreas de arte e arquitetura de todo hemisfério Sul. Este acervo está constantemente aumentando, sendo um exemplo recente a doação dos itens do acervo de Vilanova Artigas que ainda estão em posse da família para a biblioteca da USP, pela ocasião do seu centenário. Neste contexto, surge a proposta de criar um novo espaço para melhor acomodar os projetos arquitetônicos ali arquivados, facilitando e fomentando o acesso do público à memória arquitetônica que contêm.

Serviço:

Concurso Projetar #10

Inscrições online até dia 27 de abril de 2015

projetar.org 

 

 

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Cadeira de arquiteto

Um dos mais populares podcasts do mundo, o 99% Invisible, de Roman Mars, fala sobre design e já reuniu audiência de mais de 90 milhões de pessoas. Em um de seus mais recentes episódios, o apresentador disse, brincando: “se eles já projetaram um grande edifício, há grandes chances de terem projetado algo onde possamos nos sentar”. E ele tem razão: Mies van der Rohe, Frank Gehry e Le Corbusier são alguns dos nomes que assinaram cadeiras icônicas. Veja algumas delas:

Cadeira Tulipa, de Eero Saarinen e Charles Eames

Cadeira Tulipa, de Eero Saarinen e Charles Eames

Wiggle Side Chair, de Frank Gehry

Wiggle Side Chair, de Frank Gehry

Bowl Chair, de Lina Bo Bardi

Bowl Chair, de Lina Bo Bardi

Chaise Longue LC4, de Le Corbusier

Chaise Longue LC4, de Le Corbusier

Paimio Chair, de Alvar Aalto

Paimio Chair, de Alvar Aalto

Red Blue Chair, de Gerrit Rietveld

Red Blue Chair, de Gerrit Rietveld

Poltrona Barcelona, de Mies van der Rohe

Poltrona Barcelona, de Mies van der Rohe

 

 

 

 

 

 

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Homenagem merecida

Paulo, Lina e Artigas

Paulo, Lina e Artigas

Este ano, a “Medalha 25 de Janeiro”, honraria feita a cidadãos que, de uma forma ou de outra, se destacaram e melhoraram a qualidade de vida da cidade e São Paulo, foi entregue a três arquitetos que mudaram a cara na metrópole e a tornaram mais democrática. A homenagem é um reflexo de um conceito cada vez mais valorizado aqui no Brasil, mas ainda recente: de que a população tome o espaço urbano.

In memoriam, foram agraciados João Batista Vilanova Artigas e Lina Bo Bardi. E Paulo Mendes Rocha recebeu a medalha das mãos do prefeito Fernando Haddad. “Ao reconhecer o trabalho realizado por estes grandes arquitetos e urbanistas o que nós queremos é convidar a todos a pensar a cidade como sua casa. Nós moramos em São Paulo, ninguém mora em uma residência, em um apartamento. Você se situa no espaço público, é desse que nós temos que nos apropriar, é desse que nós temos que cuidar”, disse Haddad.

O capixaba Paulo Mendes Rocha, 86 anos, foi reconhecido com a medalha pela relevância de sua atuação na cidade, com obras como o Museu Brasileiro de Escultura (Mube), a reforma da Pinacoteca do Estado e o projeto do Museu da Língua Portuguesa. “Convocando a ideia belíssima de Vilanova Artigas de que a casa é uma cidade e a cidade é uma casa, faço votos de que possamos juntos efetivamente nesse lugar continuar a história e construir essa cidade com um projeto de que seja essencialmente uma cidade para todos”, disse Paulo Mendes da Rocha, ao agradecer pela homenagem.

Renato Anelli, Diretor do Instituto Lina Bo Bardi, representou Lina (1914-1992), responsável por obras que são símbolos da cidade como o Museu de Arte de São Paulo e a sede do Sesc Pompeia. Quem recebeu a medalha no lugar de Artigas – autor, por exemplo, do estádio do Morumbi – foi Rosa, sua filha.

“Todos tinham a convicção de que um projeto arquitetônico contribui para um projeto de cidade, para um país mais soberano e para uma humanidade mais justa”, resumiu o professor Carlos Martins, Diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – Campus São Carlos.

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