Livros que brilham

Os livros são a base do trabalho da artista coreana Airan Kang. E a gente não está falando da inspiração, não. É que ela usa as publicações como sua principal matéria-prima.

Airan os transforma em móveis e luminárias que são puro objeto de desejo. Como seus “Livros Luminosos”, por exemplo. Feitos em resina sintética, eles incorporam diodos luminosos, os famosos LEDs, tanto na capa como em suas páginas internas. Têm uma estética linda e dão uma nova dimensão aos chamados livros coffee table.

Ela, que já criou mais de 200 esculturas com livros, expôs suas instalações na Bryce Wolkowitz Gallery, em Nova York, no Vangi Museum, no Japão e na One Interview Gallery, em Seul. Fala sério, não é um sonho ter uma biblioteca – organizada e iluminada deste jeito – em casa?

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Livro luminoso

Livro luminoso

Livro luminoso 3

Livro luminoso 4

Livro luminoso

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Op-Art em mostra

No final dos anos 50, o Suprematismo, o Construtivismo e o Concretismo davam origem a um novo movimento artístico que pregava a repetição de formas simples, o uso do preto e branco, os contrastes de cores vibrantes e as luzes e sombras acentuadas. Era o nascimento da Op-Art que tem na ilusão de ótica sua mais conhecida característica, o que passou a exigir do público – até então não habituado – uma interação.

É por isso que a mostra “Op-Art – Ilusões do Olhar”, que começa mês que vem no Museu da Casa Brasileira, será como uma viagem no túnel do tempo. Em exibição, sua influência no design, arquitetura, mobiliário, moda, cinema e publicidade. Com curadoria de Denise Mattar, a exposição terá três módulos temáticos: 1. Design gráfico, mobiliário e objetos (com cerca de 50 objetos entre pratos, canecas, almofadas e até skates); 2. Obras de arte (pinturas, esculturas e objetos de 30 artistas); e 3. Moda, cinema e publicidade, com vestidos, acessóros e projeções.

Espere encontrar trabalhos dos designers Alexandre Wollner, Almir Mavignier e Antonio Maluf; dos estilistas: Alceu Penna, Versace, Gareth Pugh, Martha Medeiros e Sandro Barrros; além dos artistas plásticos Abraham Palatnik, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Hércules Barsotti, Hermelindo Fiaminghi, Luiz Sacillotto, Angelo Venosa, Hilal Sami Hilal, Julio Le Parc, Victor Vasarely e Carlos Cruz- Diez.

Aluísio Carvão, Composição em vermelho e preto, óleo sobre tela (1950)

Aluísio Carvão, Composição em vermelho e preto, óleo sobre tela (1950)

Cena de Anemic Cinema, de Marcel Duchamp

Cena de Anemic Cinema, de Marcel Duchamp

The Responsive Eye, de Brian de Palma

The Responsive Eye, de Brian de Palma

Serviço:

Mostra “Op-Art – Ilusões do Olhar”

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – São Paulo

Data: De 16 de abril até 1º de junho de 2015

Horário: de terça a domingo das 10h às 18h

Fone: 11 3032-3727

Ingressos: R$ 6. Entrada gratuita aos sábados, domingos e feriados.

mcb.org.br

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José Pedro Croft no Brasil

Relações espaciais, esculturas urbanas, objetos relacionados com arquitetura. Estas são temáticas caras ao artista português José Pedro Croft, reconhecido na Europa por um trabalho que derruba as fronteiras entre suportes, não se encaixa nas tradicionais classificações de estilo e desafia qualquer rótulo. E José Pedro chega ao Brasil com duas exposições concomitantes: uma no Mul.ti.plo Espaço Arte e outra no Paço Imperial.

Na Mul.ti.plo, a mostra “Em outro lugar” traz esculturas, desenhos, gravuras e algumas provas de estado – que são as que antecedem a tiragem – inéditas. Além disso, José Pedro Croft criou um múltiplo (escultura) especialmente para a galeria.

Sem Título, Gravura em tinta da China e verniz (2015) 3, será exibida na Mul.ti.plo

Sem Título, Gravura em tinta da China e verniz (2015), será exibida na Mul.ti.plo

Sem Título, Gravura em tinta da China e verniz (2015), será exibida na Mul.ti.plo

Sem Título, Gravura em tinta da China e verniz (2015), será exibida na Mul.ti.plo

Já na exposição “Fora do sítio”, no Paço Imperial, o artista apresenta obras de grandes dimensões: esculturas, gravuras e desenhos. A mostra remete para os deslocamentos, desencaixes e descontextualização da obra de arte.

Sem Título, Guache e tinta de esmalte sobre papel recortado (2012), será exibida no Paço

Sem Título, Guache e tinta de esmalte sobre papel recortado (2012), será exibida no Paço

Sem Título, Guache, esmalte, acrilico e tinta sobre papel (2012), será exibida no Paço

Sem Título, Guache, esmalte, acrilico e tinta sobre papel (2012), será exibida no Paço

Serviço:

Mostras “Em outro lugar” e “Fora do sítio”, de José Pedro Croft

Local: Mul.ti.plo Espaço Arte (Rua Dias Ferreira, 417) e Paço Imperial (Praça XV de Novembro, 48), ambos no Rio de Janeiro.

Data: Até 16 de maio e até 7 de junho de 2015.

Horário: No Mul.ti.plo, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h30 e aos sábados, das 10h às 14h. No Paço, de terça a domingo, do meio-dia às 18h.

Fone: 21 2259-1952

multiploespacoarte.com.br

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Novidades de Inhotim para setembro

O americano Carroll Dunham tem suas obras expostas na Tate Gallery, em Londres, no MoMA, em Nova York, no Astrup Fearnley Museet for Moderne Kunst, em Oslo, entre outros museus importantes mundo afora. Agora, suas obras de apelo conceitual que exploram as relações entre abstração e figuração ganham uma galeria permanente no maior centro de arte ao ar livre da América Latina: o Instituto Inhotim. E o artista, que tem trabalhos com influências múltiplas, vindas tanto de movimentos artísticos, como a pop art e o surrealismo, quanto da pornografia e do universo dos desenhos animados, não é a única novidade de Inhotim para setembro.

Garden, de Carroll Dunham

Garden, de Carroll Dunham

Uma das quatro galerias do Instituto dedicadas a exposições temporárias, a Galeria Lago, localizada no eixo rosa, foi reestruturada para receber trabalhos de três artistas: a romena Geta Brătescu, o tcheco Dominik Lang, e o filipino radicado em Londres David Medalla.

Cloud-Gates, de David Medalla

Cloud-Gates, de David Medalla

A mostra individual “O jardim e outros mitos”, de Geta Brătescu, conhecida como Louise Bourgeois do leste europeu, reúne cerca de 60 obras produzidas entre 1960 e 2013. Em suas colagens, pinturas, desenhos, gravuras e filmes experimentais, a octogenária reflete sobre a prática artística e a condição feminina, buscando referências na visualidade e nas narrativas da antiguidade clássica.

Obra de Geta Brătescu

Obra de Geta Brătescu

Já a instalação “Sleeping City”, de Dominik Lang, foi criada a partir de esculturas de bronze produzidas por seu pai, o artista Jiří Lang, durante os anos 1950 e 1960. Apresentadas entre estruturas de ferro, madeira, vidro e tecido, as peças adquirem novos significados, envoltas por memórias pessoais e pela forte relação afetiva e artística entre pai e filho. A instalação ocupou todo o pavilhão tcheco na Bienal de Veneza de 2011.

Sleeping City, de Dominik Lang

Sleeping City, de Dominik Lang

No terceiro recorte da galeria, David Medalla assina “Cloud-Gates” (1965-2013). A obra pertence à sua série “Bubble Machines” – esculturas cinéticas formadas por espuma e criadas pelo artista pela primeira vez na década de 1960. Acionada por motor, uma mistura de água e sabão sobe por tubos de plástico, criando colunas de bolhas em constante mutação.

Para apresentar ao público as novidades, Inhotim preparou uma programação que também inclui performance de David Medalla e shows dos músicos Jards Macalé e Jorge Mautner, no dia 4 de setembro, às 15h, próximo à árvore Tamboril.

Serviço:

Nova programação de Inhotim

Local: Instituto Inhotim – Rua B, 20, Zona Rural, Brumadinho (MG)

Data: a partir de 4 de setembro de 2014

Horário: de terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

Fone: 31 3571-6598

inhotim.org.br

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Bonito até debaixo d’água

“Eu acho que o crochê, da forma como o crio, é uma metáfora para a complexidade e interconexão entre nosso corpo e seus sistemas, e a psicologia. Se você corta uma das conexões, tudo vai desmoronar”, disse certa vez a artista polonesa Olek. Ela ficou conhecida por suas instalações inteirinhas revestidas em tricô, inclusive uma que apresentou aqui no Brasil: em 2012, ela criou um jacaré em crochê enorme para expor no Sesc Interlagos, em São Paulo.

Agora, ela resolveu chamar a atenção para uma causa nobre: a má preservação de nossos oceanos e da vida aquática. Foi, então, atrás das obras do escultor inglês Jason de Caires Taylor, que ficam expostas no Museo Subacuatico de Arte   (MUSA) em Cancun, no México. Mergulhou e investigou até encontrar uma peça onde não houvesse crescimento de corais que ela pudesse adaptar e transmitir seu recado. Adivinha como? Tricotando, é claro. Ela cobriu a peça “Time Bomb” com fios biodegradáveis e cores que mimetizam os vermelhos, amarelos e marrons das barreiras de coral naturais daquele bioma. “Quero criar uma mensagem positiva”, resumiu a respeito do trabalho.

Escultura 1

Escultura 2

Escultura 3

Escultura 4

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