Exposição sobre arquiteto Lelé chega à Alemanha

Lelé

Em 2010, o Museu da Casa Brasileira (MCB) trouxe a São Paulo a exibição “A arquitetura de Lelé: fábrica e invenção”, que falava sobre a vida e obra do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. A mostra já passou pela Holanda e agora chega à Alemanha com duas mostras: uma em Colônia e a outra em Hamburgo.

O projeto se tornou possível graças a uma parceria entre o Museu da Casa Brasileira e as unidades de Colônia e da Hamburgo da galeria de arquitetura AIT- ArchitekturSalon. A exibição foi curada pelo diretor técnico do MCB, Giancarlo Latorraca, em parceria com Max Risselada, professor da Universidade de Delft. Ela mostra o apuro técnico e a grande inventividade das soluções propostas por Lelé, arquiteto seminal na implantação de uma espacialidade adequada ao homem e ao ambiente no Brasil, com seus projetos integrados corretamente à paisagem e ao seu contexto sociocultural.

Maquetes, desenhos, fotografias, filmes e animações compõem a exposição em Colônia, apresentando ampla gama de soluções que mostram a naturalidade do arquiteto em projetar desde grandes espaços até o mobiliário ou detalhes de um componente hospitalar. Hospitais e passarelas de pedestres, entre outros projetos, revelam o cuidado de Lelé na concepção de obras que visam melhorar a qualidade de vida dos usuários. Em Colônia, a mostra recebe o nome de “Lelé: a cultura dos materiais e a arte da produção” e abre à visitação junto com a Passages 2015, tradicional semana de design da cidade, no dia 19 de janeiro.

Serviço:

Lelé: a cultura dos materiais e a arte da produção 

Local: ArchitekturSalon Köln – Salão de Arquitetura de Colônia, Alemanha – Rua Vogelsander, 70

Data: 19 de janeiro a 26 de fevereiro de 2015

Horário: De segunda a sábado, das 11h às 21h. Domingo, das 11 às 18h

Fone: +49 (0) 221/299 41 50-1

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Como se vivia no Carandiru

O projeto “Casas do Brasil” propõe a formação de um inventário sobre a diversidade do morar no país. Pois ele chega à sexta edição no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, falando sobre as condições de vida encontradas no presídio do Carandiru. Em “SOBREVIVÊNCIAS/ uma exposição Sobre Vivências: Carandiru”, a A iconografia utilizada foi produzida pela equipe coordenada por Sophia Bisilliat e André Caramante entre 2001 e 2002, últimos anos de funcionamento da Casa de Detenção Professor Flamínio Fávero (Carandiru), antes de sua demolição.

Bigorna

Bigorna

Para que este registro fosse feito, antes de dar início a qualquer documentação efetiva, foi necessária a presença dos entrevistadores, entre abril e outubro de 2001, nos espaços internos da detenção. Em outubro de 2001 – dada a permissão de circular nos pátios, celas e corredores –, Sophia e André iniciaram o trabalho de documentação. Juntaram-se a eles João Wainer para fotografar e Maureen Bisilliat para gravar em vídeo os detalhes: cada coisa e cada lugar destacados.

Enfermaria do Pavilhão

Enfermaria do Pavilhão

“Minha familiaridade com o universo do Carandiru data dos anos 1980, resultado de uma experiência de documentarista do projeto Teatro no Presídio, desenvolvido na casa de detenção durante 5 anos (1984 a 1990), entre membros da população carcerária e um grupo de jovens profissionais (Inês de Castro, Sophia Bisilliat e Renato Primo Comi)”, relata Maureen.

Ferros de Passar

Ferros de Passar

A equipe coletou peças do dia a dia, que formam um recorte das ferramentas e utensílios improvisados pelos detentos: fornos, ferros, filtros, facas, que, na mostra do MCB, podem ser vistos fisicamente e em imagens de Renato Soares. São apresentados objetos e arranjos interiores produzidos como “resistência cultural”, feitos criativamente em condição de extrema limitação.

Lavagem de Pavilhão

Lavagem de Pavilhão

Montada cenicamente por Marcos Albertin, a exposição é dividida em módulos temáticos: limpeza, comida, esporte, religião, celas, saúde, silêncio, solidão – capítulos que ganham vida por meio das palavras de Drauzio Varella. Médico oncologista, voluntário na Casa de Detenção por 13 anos, hoje atendendo na Penitenciária Feminina da Capital, o autor dá voz aos presidiários e carcereiros do Carandiru.

Parede de cela

Parede de cela

Serviço:

Casas do Brasil 2014 – Sobrevivências, uma exposição sobre vivências: Carandiru

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – São Paulo

Data: até 15 de março de 2015

Horário: de terça a domingo das 10h às 18h

Fone: 11 3032-3727

 www.mcb.org.br 

*Fotos: João Wainer, Sophia Bisillia e Renato Soares

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Homenagem a Luciano Deviá

Luciano Deviá

Luciano Deviá

Em julho deste ano o Brasil perdeu um de seus principais designers. Arquiteto de formação, o italiano Luciano Deviá chegou ao país em 1978, onde trabalhou como consultor de design para indústrias de diversas áreas (de computadores a louças sanitárias, passando por condicionadores de ar e luminárias). Atuou também no design gráfico e na arquitetura, tendo vários projetos publicados em revistas internacionais do setor.

Luciano sempre se destacou por uma produção que integrava inventividade no campo tecnológico e uma atenção apaixonada pelo artesanato e pela movelaria tradicional. Tanto que, unindo esses amores, ele venceu a categoria equipamentos domésticos do 1º Prêmio de Design do Museu da Casa Brasileira, em 1986, com o microcomputador Solution 16.

Agora, ele é o homenageado da segunda edição da série “Pioneiros do design brasileiro”, que ano passado reverenciou Fábio Alvim. A ação traz informações e imagens representativas da atuação pioneira do designer no mercado nacional. Complementando o painel-homenagem, estará em exposição no MCB o computador Solution 16.

“Ainda hoje, muitos dos principais designers nacionais, em especial os pioneiros, são desconhecidos do público. Nesse sentido, torna-se primordial a pesquisa e difusão acerca dessas figuras icônicas para o desenvolvimento do design no país”, conclui Miriam Lerner, diretora geral do MCB.

Serviço:

Pioneiros do design brasileiro: Luciano Deviá

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, São Paulo

Data: até 25 de janeiro de 2015

Horário: de terça a domingo das 10h às 18h

Fone: 11 3026.3913

mcb.org.br

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Documentário inédito sobre Lina Bo Bardi

Lina Bo Bardi

Como parte das comemorações do centenário de nascimento da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992), o colégio Albert Sabin patrocina uma ação cultural que envolve oficinas, apresentações musicais e a exibição de um documentário inédito em homenagem à arquiteta nos jardins do Museu da Casa Brasileira, no próximo dia 25.

A programação começa às 14h30 e a projeção do documentário “Precise Poetry”, dirigido por Belinda Rukschcio, acontece às 19h15. O filme aborda vida e obra de Lina Bo Bardi por meio de entrevistas com amigos e colaboradoras, trazendo imagens de projetos criados por ela em São Paulo e Salvador, além de destacar seu legado para a arte e a arquitetura brasileiras.

Serviço:

Exibição do documentário “Precise Poetry”

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2.705, São Paulo

Data: 25 de outubro de 2014

Horário: 19h15

Fone: 11 3032-3727

mcb.org.br 

*Foto: Bob Wolfenson

 

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Livro traz registros históricos de grades ornamentais de Belo Horizonte

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Lembra quando você flanava pela cidade e cada casa tinha um estilo, um gradil, uma poesia? Com a verticalização das grandes cidades, as construções deixaram o romance de lado e parte da história da nossa arquitetura está se perdendo. Foi pensando nisso que Fernanda Goulart, professora de Artes Gráficas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), saiu às ruas da capital mineira em 2011, com um grupo de pesquisadores que percorreram cerca de cem trajetos em 35 bairros antigos da cidade, em um esforço que resultou em mais de quatro mil imagens frontais, com os tipos de grades ornamentais fotografadas individualmente. A partir destas fotos, os modelos foram vetorizados e transformados em um acervo de ornamentos (salvos em DVD) e em um livro, o “Urbano Ornamento: inventário de grades ornamentais (e outras belezas)”.

livro ornamento urbano 2

Em versão impressa e digital, a publicação traz um inventário abrangente de grades ornamentais, uma reflexão sobre o significado destes bens, assim como das residências e habitantes que guardam. O livro tem 320 páginas com inúmeros desenhos de gradis elaborados, fotografias de casas e depoimentos de moradores. Além do registro histórico, os desenhos do acervo criado permitem a reaplicação atual de gradis tradicionais em diferentes plataformas por designers, arquitetos, serralheiros e interessados, por meio de modelos reprodutíveis presentes no livro, que podem ser usados para quaisquer fins, livres de direitos autorais, viabilizando a manutenção viva desta rica tradição de elaborar grades ornamentais em nossas cidades.

Serviço:

Lançamento do livro “Urbano ornamento: inventário de grades ornamentais (e outras belezas)”

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2.705 – São Paulo

Data: 21 de agosto de 2014

Horário: A partir das 19h30

Fone: 11 3032-3727

mcb.org.br

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