Arquitetos norte-americanos criam protótipo contra desastres

Muitos ainda têm dúvidas sobre o processo de degradação do planeta, contudo o número crescente de catástrofes e acidentes naturais nos mostra que essa preocupação não saiu do nada. Para tentar sanar este problema e proteger moradores de cidades que vivem situações de calamidade como enchentes, por exemplo, um time de arquitetos do Escritório de Gestão de Emergências de Nova York desenvolveu durante seis anos um abrigo pós-desastre.

Os protótipos, que podem ser sobrepostos uns nos outros formando um prédio, foram projetados para serem implantados em menos de 15 horas e em diversas configurações, tudo depende das condições urbanas da região.

A casa possui dois modelos, o primeiro com um e o segundo com três quartos. Vale destacar que ambos possuem varanda com portas que vão do chão ao teto, banheiro, cozinha e um espaço para armazenamento de outras coisas.

As unidades foram produzidas inteiramente com materiais recicláveis, cortiça e uma concha de isolamento duplo e podem facilmente acabar com as cenas tristes de abrigos e albergues superlotados que vemos nos quatro cantos do planeta.

Abaixo você confere um pequeno filme que mostra o processo de construção das casas.

Os protótipos lembram containers

Sobrepostas, as casas se transformam em prédios

O interior é simples, mas ao mesmo tempo super elegante

Detalhe para as camas, que com suas rodinhas, podem se mover e aumentar o espaço físico

*fotos de Andrew Rugge/Archphoto

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Jaime Lerner estrela campanha para candidatura do Rio ao UIA

O arquiteto e urbanista Jaime Lerner, que também foi prefeito de Curitiba três vezes e consultor da ONU em urbanismo, estrela um dos vídeos promocionais da candidatura do Rio de Janeiro para sediar o Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos (UIA) de 2020.

Produzido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o filme está disponível no site oficial da organização e também no canal do IAB no Youtube e também vai ser exibido no Congresso da UIA em Durban, na África do Sul, que acontece em agosto.

O Congresso Mundial da UIA é o maior e o mais importante fórum de arquitetura, que reúne milhares de participantes de todo o mundo. Debates, apresentações, tours e festivais fazem do congresso o melhor local para o encontro e intercâmbio de conhecimento entre profissionais e estudantes de arquitetura.

Asista o vídeo completo:

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Designer propõe padrão uniforme no mapa das linhas de metrô

Ouça abaixo a matéria que foi ao ar no rádio ou clique aqui para fazer o donwload:

 

Fundamental na vida de qualquer cidade grande, o metrô é um transporte rápido, prático e que consegue fazer longos deslocamentos em um período curto de tempo. Contudo, muitas pessoas, em especial os turistas, reclamam da complexidade dos mapas, seja pelo entrelaçamento das linhas ou dificuldade de memorizar as estações. Não é difícil encontrar recém-chegados em cidades como Londres ou São Paulo perambulando pra lá e pra cá sem saber como chegar ao destino.

Pensando nisso e com objetivo de facilitar a vida de todos, o arquiteto sérvio-francês Jug Cerovic desenvolveu sete regras, que segundo o próprio, ajudariam a formar uma espécie de padrão universal dos mapas, independente do país de origem.

A primeira ideia é que o centro da cidade deve ficar destacado no meio do mapa, a justificativa é que a maioria das estações nasce a partir deste local e se expandem para os bairros. Para que os mapas sejam unificados, as cores e iconografia devem ser as mesmas.

Para fechar, o arquiteto propõe que todos os mapas sejam escritos com o alfabeto latino, um dos mais usados do mundo, mas sem deixar de lado o idioma local. A seguir você confere como ficariam os mapas das linhas de metrô das maiores cidades do mundo, caso elas seguissem as sugestões de Jug Cerovic.

Detalhe de como seria o metrô de Paris se seguisse os conselhos do arquiteto

Detalhe de como seria o metrô de Paris se seguisse os conselhos do arquiteto

A complexidade do metrô de Tóquio, capital do Japão

A complexidade do metrô de Tóquio, capital do Japão

Londres é dona do metrô mais antigo do planeta. Ele foi criado em 1863

Londres é dona do metrô mais antigo do planeta. Ele foi criado em 1863

Metrô da Cidade do México, uma das maiores do mundo

Metrô da Cidade do México, uma das maiores do mundo

Nova York possui uma malha ferroviária gigantesca

Nova York possui uma malha ferroviária gigantesca

O colorido das linhas do metrô de Seul

O colorido das linhas do metrô de Seul

Metrô de Berlim

O metrô de Berlim e quase todo subterrâneo, e conta com 173 estações

Metrô de Moscou

O metrô de Moscou é o maior do mundo em densidade de passageiros

 

 

 

 

 

 

 

 

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Instituto lança manual para incentivar o uso da bicicleta

bicicleta div

Quando a ideia é apostar em alternativas para fugir do trânsito das grandes cidades logo pensamos nas bicicletas. Além de pedalar fazer muito bem para a saúde, este é um meio de transporte simples, barato, prático e rápido. Seguindo esta linha de pensamento, a sucursal no Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), em parceria com as secretarias municipais de Habitação e Meio Ambiente e  a EMBARQ Brasil, lançou um manual para incentivar o uso de bikes nas comunidades da cidade maravilhosa.

Resultado de estudos e observações feitas em trabalhos de campo, o guia foi desenvolvido em torno de dois elementos: programas e infraestrutura. Os programas descrevem iniciativas de educação, fiscalização e incentivo, isso para que os moradores convivam e usufruam do novo ambiente. Em relação à infraestrutura, são identificados tipos de vias e melhorias potenciais no ambiente construído.

Você que mora fora do Rio de Janeiro e se interessa com tema mobilidade urbana pode ficar tranquilo, pois de acordo com o IAB, o manual se aplica não somente a realidade fluminense e pode ser usado em todas as cidades do país, afinal a magrela deve fazer parte de nossas vidas, não é mesmo?

Ficou interessado? Clique aqui para baixar o guia completo e se interar ainda mais sobre o assunto.

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A Copa das copas também rouba a cena no quesito sustentabilidade

Após mais de 50 anos, sediamos pela segunda vez na história a Copa do Mundo. Maior país da América do Sul e com pouco mais de 200 milhões de habitantes, o Brasil vem despertando a curiosidade do planeta acerca de sua cultura e de seu amor pelo futebol.

Cercado de muito pessimismo, especialmente por parte dos brasileiros, o evento mostra alguns pontos positivos. Pensando nisso, site Upsocl separou alguns fatos interessantes e pouco divulgados sobre algumas arenas da competição organizada pela FIFA. Você sabia que quatro estádios do Mundial somam 5.4W de alimentação baseada na energia solar? Isso mesmo, a produção enérgica deles é proveniente de células fotovoltaicas.

Localizado em Belo Horizonte, o Estádio do Mineirão é o primeiro no país a ser equipado com um teto de energia solar. O sistema tem capacidade de 1,4MW e está em operação desde maio de 2013.  Sob o custo de 12,5 milhões de euros, a tecnologia, ao invés de abastecer diretamente o estádio, direciona a energia produzida para a rede elétrica local, gerando o suficiente para suprir a necessidade de aproximadamente 900 casas por ano.

Estádio do Mineirão

Estádio do Mineirão

O Mineirão é o primeir no Brasil a ser equipado com um teto de energia solar

O Mineirão é o primeir no Brasil a ser equipado com um teto de energia solar

Já o novo Mané Garrincha em Brasília, que pode receber até 70 mil torcedores, dispõe de um sistema de captação de energia solar 2,5MV, instalado em sua cobertura. Além disso, a arena conta com um aparelho de captação de água pluvial, que visa sua o reuso da mesma, além de um sistema de iluminação com LEDs.

O Estádio Mané Garrincha pode receber até 70 mil torcedores

O Estádio Mané Garrincha pode receber até 70 mil torcedores

O local dispõe de um sistema de captação de energia solar 2,5MV

O local dispõe de um sistema de captação de energia solar 2,5MV

Seguindo a linha dos “estádios sustentáveis”, a Arena Pernambuco rouba a cena e prioriza a colheita de energia solar, água da chuva e também adotou a ventilação natural e gestão de resíduos sólidos. Aliás, vale destacar que após os jogos, a arena vai ter outras utilidades, recebendo shows, feiras, convenções e também outros esportes.

A Arena Pernambuco rouba a cena e prioriza a colheita de energia solar, água da chuva

A Arena Pernambuco rouba a cena e prioriza a colheita de energia solar, água da chuva

Por fim destacamos o Maracanã, sede da final da Copa do Mundo de 1950, na qual o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pelo Uruguai e considerado um verdadeiro templo do futebol. Totalmente reformado, mas preservando sua fachada original, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o local é alimentado com 500KW de energia solar.

FOTO 6 Sede da final da Copa do Mundo de 1950, o Maracanã foi totalmente refo

Sede da final da Copa do Mundo de 1950, o Maracanã foi totalmente reformado

A Arena recebe a a final desta edição do Mundial

A Arena recebe a a final desta edição do Mundial

Apesar dos avanços do Brasil nesse aspecto, segundo uma ONG britânica informou, 11 dos países que competem no Mundial produzem o equivalente ou menos que o estádio de Brasília sozinho, realçando assim os desafios nessa questão de suma importância.

*fotos de Lanik do Brasil, Erica Ramalho, upsocl.com e Leonardo Finotti

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