Nova loja da Apple na China

Uma caixa com 15 metros de altura, inteira feita de vidro brilhante, inclusive seu teto e suas escadas. Assim é a nova loja da Apple em Hangzhou, na China, uma das maiores da Ásia.

“O design combina um entendimento do contexto local com a filosofia da simplicidade, da beleza e da inovação técnica que caracterizam os produtos da Apple”, explicam os arquitetos do escritório Foster + Partners, que assina o projeto da loja. Aliás, desta e de todas as outras erguidas depois de 2013.

A fachada desta butique é feita de 11 painéis de vidro duplo e persianas controladas mecanicamente se abrem e se fecham para aproveitar a luz do sol e oferecer sombra, quando necessário.

O piso superior tem pé-direito de nove metros e busca “evocar uma sensação de espaço e calma”, como explicam os arquitetos. “Dá a impressão de um andar que flutua no espaço”, completam.

O uso de amortecedores de massa – usados em construções situadas em áreas sujeitas a terremoto porque reduzem a amplitude das vibrações mecânicas – permitiram que se fizesse um piso muito fino: em alguns pontos com apenas 10 centímetros (!).

Os painéis de iluminação que pendem do teto branco também têm função de isolamento acústico e as escadas, colocadas em cantos opostos da loja, têm degraus de vidro que também parecem flutuar, graças a parafusos embutidos que não aparecem.

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Uma usina sustentável

A companhia de energia sueca Vattenfall contratou o escritório Bjarke Ingels Group (BIG) para criar uma usina de co-geração de biomassa que funcionasse captando energia durante o longo e gélido inverno da cidade de Uppsala, na Suécia.

A cidade, berço da belíssima catedral Uppsala e da mais antiga universidade da Escandinávia, ganhou então um novo marco arquitetônico: uma estrutura tridimensional, compacta, que combina uma estufa e uma usina, tudo coberto por uma doma geodésica coberta por painéis fotovoltaicos coloridos.

A usina, então, que fica inativa – e seria, portanto inutilizada – nos meses de primavera e verão, deverá receber espetáculos e convidar a população a socializar em sua estufa, que vai abrigar ainda cafés, restaurantes e uma galeria de arte em seus 7.250 metros quadrados.

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Projeto ambicioso

A gigante de consultoria global McKinsey & Company apresentou recentemente um relatório em que propõe garantir moradia para 440 milhões de famílias de todo o mundo em dez anos através do engajamento comunitário, angariamento de fundos, desenvolvimento de modelos habitacionais adequados, e da criação de infraestrutura estatal de apoio às habitações.

De acordo com o estudo, o custo estimado da construção de habitações acessíveis para 330 milhões de famílias que vivem hoje em moradias que se enquadram abaixo da linha da miséria é de US$ 16 trilhões. O estudo examina tudo, da renda ao custo do aquecimento, diluindo os dados em quatro pontos para solucionar a crise global de habitação. Veja quais são:

1: Um terreno bem localizado é base para um padrão de vida decente

Em centros urbanos, encontrar propriedades de baixo custo numa localização ideal é um enorme desafio. 80% do custo de um apartamento em San Francisco, nos Estados Unidos, por exemplo, vem hoje de seu terreno. Resolver este impasse, então, demandaria utilizar terrenos públicos e desenvolver e reajustar lotes vazios para criar novas propriedades. Conseguir este terreno é um passo inicial, que proporciona um ponto de partida para começar a colocar o plano em ação. Inicialmente, as moradias podem ser provisórias, visto que o importante é pensar na localização. “Nos locais certos – onde os residentes estão próximos a seus empregos, escolas e serviços, e onde podem se tornar parte do tecido urbano – a habitação acessível pode realmente ser a base para um padrão de vida decente”, explica o relatório.

Favela Dhravi , Mumbai, Índia ié o lar de quase um milhão de pessoas que vivem muito abaixo da linha da pobreza

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2: Tecnologia e rapidez para baixar o custo da construção

Depois do custo do terreno, a construção aparece como a etapa mais cara na missão de desenvolver habitações acessíveis. Mudanças no processo de construção poderiam baratear o preço final e incentivar o setor privado a desenvolver habitações mais acessíveis. Produtividade é o fator chave aqui. Através da aplicação de novos modelos de desenvolvimento e da inclusão de novas tecnologias, tudo poderia ser mais rápido e eficiente. Para solucionar esta questão, a McKinsey planeja reduzir o custo da construção para US$ 150 por metro quadrado, padronizando os métodos construtivos para aumentar a produtividade. Para chegar lá, a consultoria propõe proporcionar treinamento adicional para os operários, melhorar a infraestrutura logística, aperfeiçoar processos industriais e empregar avanços tecnológicos.

Hong Kong está enfrentando graves problemas de adensamento urbano

Hong Kong está enfrentando graves problemas de adensamento urbano

3: Boa administração = longevidade = aproveitamento de estruturas pré-existentes

A administração das habitações acessíveis pode aumentar a longevidade de estruturas pré-existentes. Eficiência é crucial em casos de baixo orçamento, em que novos edifícios estão fora de questão. “Edifícios podem ser projetados (ou transformados) para se tornarem mais eficientes – necessitando de menos energia, por exemplo – e sua manutenção pode ser feita a custos muito menores”, diz ainda o relatório. Custos de operação e manutenção contabilizam de 20 a 30% dos custos de uma habitação acessível, e isso tem grande potencial de ser reduzido.

Projeto Mirador do MVRDV na Espanha

Projeto Mirador do MVRDV na Espanha

4: Por fim, os custos de financiamento devem ser reduzidos

O passo final do processo, o financiamento, é crucial para manter todo o sistema. Financiamentos e programas de habitação acessíveis devem estar em harmonia para que a habitação esteja ao alcance do maior número possível de usuários. “Programas habitacionais deveriam ser concebidos para as necessidades de todas as faixas de renda e prever mudanças que podem ocorrer nas vidas dos residentes e na economia e demografia da cidade com o passar do tempo”, afirma o relatório.

Para expandir a disponibilidade de habitações acessíveis em todo o mundo, processos financeiros básicos devem ser implementados de acordo com a realidade de cada país, para permitir que os potenciais compradores investiguem a viabilidade da habitação. As principais diretrizes neste sentido são: reduzir os custos dos aluguéis, criar opções de hipoteca e reduzir as taxas alavancando economias coletivas.

Ezbet Abu Qarn, Egito, retrata o tipo de habitação que o relatório de McKinsey busca eliminar

Ezbet Abu Qarn, Egito, retrata o tipo de habitação que o relatório de McKinsey busca eliminar

O relatório de 212 páginas detalha estas etapas e oferece modelos bem tangíveis. Brasil, China, Índia, Rússia e Nigéria são identificados no relatório como nações que necessitam de atenção habitacional imediata devido ao rápido crescimento de suas populações de baixa renda. Essas regiões servirão como incubadoras para o plano da McKinsey. Resta ver se o plano será aplicado e torcer!

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Qual o legado de uma Olimpíada?

Complexo Olímpico do Rio de Janeiro, projeto de Pierre-André Martin

Complexo Olímpico do Rio de Janeiro, projeto de Pierre-André Martin

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) tem promovido interessantes discussões sobre as consequências para a arquitetura de sermos sede dos Jogos Olímpicos ano que vem. Em palestra recente, a paisagista grega Julia Georgi conversou com o francês Pierre-André Martin, que cuida das obras aqui no Brasil.

Atenas sediou a Olimpíada de 2004, mas suas arenas esportivas eram longe do centro da cidade e acabaram sendo subutilizadas e até abandonadas. E nós, brasileiros, temos muito a aprender com isto. “Os grandes equipamentos olímpicos tornaram-se um problema. O custo de manutenção é alto e é difícil ocupá-los. Os casos são mais graves nas arenas das modalidades que não são populares na Grécia”, afirmou Julia. Por outro lado, afirmou a arquiteta, o evento proporcionou uma transformação no design da cidade e a requalificação do ambiente natural, além de ter incrementado e o turismo e as atividades comerciais.

Coordenadora da implantação do projeto paisagístico dos Jogos Olímpicos de Atenas, Julia  falou sobre as dificuldades de gerenciar as diferentes demandas dos agentes envolvidos na organização do evento. Problema parecido ao vivenciado pelo paisagista Pierre-André Martin, que lidera a obra de recuperação da orla do Parque Olímpico Rio 2016. “Antes de iniciar a obra, realizamos várias reuniões de projetos com a presença de até 30 a 40 pessoas. Imagina como era administrar tantos interesses”, indagou Pierre.

Ao apresentar o projeto da orla do Parque Olímpico, o paisagista explicou as duas tipologias paisagísticas utilizadas. Enquanto a Via Olímpica é mais tradicional, a faixa de proteção tem uma proposta voltada à restauração, com utilização de espécies nativas.

“Na primeira visita ao sítio, identificamos grande quantidade de espécies exóticas, como bananeiras e amendoeiras. Tentamos reconstruir o ambiente da restinga, com utilização de outros estratos, não só os arbóreos, para que não apareça a mão do homem no trabalho”, explicou Pierre.

Sobre a manutenção e o futuro do projeto pós-olimpíadas, Martin explicou que a Via Olímpica e a faixa marginal de proteção permanecem: “Embora tenha mais vegetação do que a via de Londres, a Via Olímpica ainda é muito seca. Após os Jogos, o espaço se tornará até mais interessante, com nova vegetação, além de quiosques e praças”. Resta torcer para que o Rio saiba aproveitar este legado.

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Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos

FJAL

Talentos como Gabriel Duarte, do escritório carioca CAMPO, uma plataforma colaborativa, onde se fundem a arquitetura, o planejamento urbano e o paisagismo, e os profissionais do estúdio argentino Arzubialdes, são algumas das presenças confirmadas na terceira edição do FJAL (Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos), que acontece este ano em Fortaleza.

O evento foi idealizado em 2010 por um grupo de jovens arquitetos, que decidiu trazer para o debate a nova produção arquitetônica da América Latina. Tendo como princípios básicos os recortes de idade e lugar e a escolha de arquitetos que estivessem atuando com um forte embasamento teórico – aliando, portanto, teoria e prática arquitetônicas – o fórum buscou aproximar ao máximo as experiências apresentadas com a realidade da prática cotidiana, a fim de incentivar e motivar novas formas de encarar os problemas e buscar melhores soluções para as nossas cidades.

O tema da nova edição será “Do edifício ao território” e os principais assuntos abordados serão as relações que os edifícios estabelecem com as cidades, e as interações e os usos que podem gerar ou potencializar na paisagem e no território urbano. Outras presenças confirmadas por enquanto são do colombiano Camilo Restrepo e dos profissionais do escritório recifense Jirau Arquitetura e Urbanismo. As inscrições podem ser feitas pelo site do evento.

Serviço:

Terceiro Fórum Jovens Arquitetos Latino-Americanos

Local: Fábrica de Negócios – Avenida Monsenhor Tabosa, 740 – Fortaleza – CE

Data: 6 a 8 de maio de 2015

Horário: A programação detalhada ainda não foi divulgada

fjal.com.br

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