O futuro é de vidro

Cinex Lab

Cinex Lab, na Itália

O Grupo Cinex – especializado em portas para mobiliário e divisórias de ambientes em vidro – anunciou na semana passada, no  seu Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento, o Cinex Lab, em Treviso, na Itália, uma parceria com uma gigante da área, a companhia americana Corning  e o Living Design estava lá. A Corning é responsável por desenvolver o Gorilla, um vidro de altíssima tecnologia que não quebra, não risca, é leve, flexível e fácil de limpar. Com certeza você já o conhece: o Gorilla é o vidro do iPhone e do iPad.  O curioso é que ele já tinha sido desenvolvido nos anos 60, mas como sua produção é muito cara (demanda um forno de altíssima temperatura que lhe confere resistência e um banho químico que torna sua superfície lisa e transparente) e a demanda era pouca, ele estava encostado na fábrica até que Steve Jobs tornou sua comercialização possível.

Isto aconteceu porque o visionário empreendedor americano, fundador da Apple, ficava insatisfeito ao ver que toda vez que pegava seu smartphone, ele tinha sido riscado pelas chaves que guardava junto, no bolso da calça. Entrou em contato com a Corning, então, e tornou possível a comercialização do Gorilla em larga escala. De lá para cá, a empresa, que mantém 2.500 cientistas em seu centro de pesquisa, só aprimorou o feito e agora, graças ao Grupo Cinex, estenderá a aplicação do material à arquitetura. “Imagine revestir um elevador com o Gorilla: ele é leve, por isso demanda menos energia para subir e descer, é fácil de limpar e resiste a qualquer mudança”, contou ao Living Design o presidente do grupo Cinex, Cesar Cini.

O nosso dia-a-dia também tende a ser cercado de vidro por todos os lados. Pensando apenas na cozinha já dá para ter uma ideia de sua funcionalidade: ele pode ser aplicado sobre pias de inox para que elas não risquem, revestir geladeiras para facilitar a limpeza e tornar a superfície de uma bancada de trabalho touchscreen, interativa e com acesso à internet. A gente viu, lá no Cinex Lab, em Treviso, um teste impressionante: uma bola maciça de ferro foi arremessada sobre uma superfície de alumínio revestida com o Gorilla. O alumínio amassou, mas o vidro nem sequer arranhou.

Além de facilitar o nosso dia-a-dia, este tipo de matéria-prima de alta tecnologia abre as portas para um novo universo para os designers e arquitetos. Com apenas 3 milímetros de espessura, o Gorilla tem uma característica incomum para o vidro: ele não abafa o som. Então, de acordo com a Corning, em breve será possível criar uma caixa de som apenas com o material e amplificadores.

Curioso? Imaginando a casa do futuro, a Corning criou um vídeo mostrando a importância do vidro no morar do amanhã. Veja que bacana clicando aqui.

Vidro interativo no espelho do banheiro

Vidro interativo no espelho do banheiro

Uma parede que projeta filmes

Uma parede que projeta filmes

Interatividade na parede do escritório

Interatividade na parede do escritório

 

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Para não perder o voo

Tem gente que leva a sério receber os Jogos Olímpicos. Enquanto o Rio de Janeiro não cumpriu metade das promessas para hospedar os jogos do ano que vem, o Japão, que sedia o evento em 2020 (!) já está inaugurando o aeroporto de Narita, em Tóquio, muito antes do combinado.

O curioso é que ele não tem esteiras rolantes. O que liga um terminal ao outro é uma pista de corrida, semelhante àquelas de provas de 100 metros rasos, sabe? As pistas azuis conectam os portões de embarque e as vermelhas compõem o caminho do desembarque, da chegada ao aeroporto.

Aeroporto Narita 1

Aeroporto Narita 2

Aeroporto Narita 3

Aeroporto Narita 4

Aeroporto Narita 5

Aeroporto Narita 6

Aeroporto Narita 7

Aeroporto Narita 8

Aeroporto Narita 9

Aeroporto Narita 10

Aeroporto Narita 11

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A evolução do ciclismo na Dinamarca

A organização não governamental chilena Plataforma Urbana tem como objetivo difundir temas interessantes às cidades. Recentemente, seu site publicou uma matéria superinteressante sobre a Dinamarca, mostrando como há mais de um século o país se preocupa com a mobilidade urbana.

Dinamarca, no final do século 18

Dinamarca, no final do século 18

Estas imagens são uma espécie de túnel do tempo na história dos ciclistas e da estrutura para eles dentro de Copenhague, capital do país. Em 1892, na rua Esplanaden, começou a surgir a primeira ciclovia do país – e uma das primeiras do mundo, inaugurada quatro anos depois.

Em 1916, a capital dinamarquesa já contava com uma boa infraestrutura para bikes

Em 1916, a capital dinamarquesa já contava com uma boa infraestrutura para bikes

Em seguida, iniciaram-se diversos projetos que buscavam fomentar o uso da bicicleta como meio de transporte. Uma imagem clicada por Mikael Colville-Andersen, expert no assunto mobilidade, por exemplo, mostra como por volta de 1800 as mulheres frequentavam aulas de ciclismo.

Mapa com a infraestrutura cicloviária de Copenhague

Mapa com a infraestrutura cicloviária de Copenhague

Em 1905, foi fundada a Federação de Ciclistas Dinamarqueses, com o objetivo de exigir a construção de mais ciclovias. Os “motoristas” de carros puxados por cavalos, transporte da época, eram contra. Mas os números já mostravam: eram 18 carruagens contra 9.000 ciclistas. Resultado: dois anos depois iniciou-se a construção de uma ciclofaixa de três metros de largura.

Já no início do século XIX, as mulheres frequentavam escola de ciclismo

Já no início do século XIX, as mulheres frequentavam escola de ciclismo

Pelos mapas dá para ver que as iniciativas neste sentido foram bem sucedidas: em 1916 e depois em 1935, a rede só aumentava. Porém, não se sabe bem o porquê, nos anos 50 e 60, parte das ciclovias foram eliminadas, o que mudou novamente na década de 80, quando elas começaram a ser repostas – desta vez, segregadas dos automóveis.

Primeira ciclovía de Copenhague

Primeira ciclovía de Copenhague

E é bacana demais ver fotos com 100 anos de diferença, no mesmo bairro (Østerbro), que mostram a mesma ciclofaixa: hoje, por ela, se deslocam até 20.000 ciclistas por dia. Um belo exemplo.

Hora do rush para os ciclistas em 1955

Hora do rush para os ciclistas em 1955

A mesma ciclovia com um século de diferença

A mesma ciclovia com um século de diferença

No início dos anos 80 foi iniciada a reconstrução das ciclovias

No início dos anos 80 foi iniciada a reconstrução das ciclovias

 

 

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Um novo conceito de ponto de venda

Por Fah Maioli: Acabou de inaugurar no Japão o que podemos chamar de novo conceito de ponto de venda: a loja da grife trendsetter MiuMiu, em Tóquio. Ela parece muito uma grande caixa com a tampa semi-aberta, justa o suficiente para quem passa poder ver o que tem dentro.

Bem diferente das grandes vitrines luxuosamente iluminadas e cheias de slogans que costumamos ver por aí. A rua Miyuki Street, no bairro de Aoyama (Omotesando) é a mesma onde, há 12 anos, o estúdio dos arquitetos Herzog & de Meuron ergueu o Epicentro Prada, um edifício em vidro e aço que está entre os mais incríveis já projetados. Tanto, que  ainda hoje é uma grande atração arquitetônica da região.

O curioso é que foi justamente este “too much”, este exagero, que o novo projeto quis combater. Transmitir dois sinais opostos: de resistência na parte externa e de intimidade na interna. De acolher os visitantes (não chamemos mais de consumidores. Aliás, também acho muito feia esta palavra!) com afeto, segundo explicou Herzog. Mais um sinal da tendência “Projetual Emotional Being”, que comentei lá nas palestras da Revestir e da Fimma, e na semana passada aqui no Living Design. Vejam só!

Se quiser compreender esta tendência, assista palestra aqui.

Loja da MiuMiu em Tóquio, do escritório Herzog & de Meuron

MiuMiu em Aoyama 2

MiuMiu em Aoyama 3

MiuMiu em Aoyama

Uma visão externa da butique MiuMiu em Aoyama

No próximo post, vou falar sobre o que reserva o varejo para o futuro próximo, não percam!

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Arquizoológico

Uma girafa que tem como corpo a Torre Eiffel. Um coelho feito das curvas de Niemeyer. Um porco desenhado das linhas futuristas de Rem Koolhass. Estes são os animais que fazem parte do zoo fantástico do arquiteto italiano Federico Babina.

Esta não é a primeira obra de Babina que remete ao assunto, porém. Com suas ricas e irreverentes ilustrações, ele já combinou arquitetura com arte, música e cenários, por exemplo, com resultados sempre assim, lindos.

Nesta mais recente série, ele voltou à infância. “Quando era criança, queria ser arquiteto, e agora que sou arquiteto, gostaria de, às vezes, voltar à minha infância. Nossa mente é capaz de coletar, recordar e guardar milhões de imagens e sempre me interessei pela associação que podemos fazer entre essas imagens”, explica.

Coelho - Oscar Niemeyer

Coelho – Oscar Niemeyer

Ema - Oscar Niemeyer

Ema – Oscar Niemeyer

Girafa - Gustave Eiffel

Girafa – Gustave Eiffel

Leão Marinho - Zaha Hadid

Leão Marinho – Zaha Hadid

Porco - Rem Koolhass

Porco – Rem Koolhass

Rato - Frank Loyd Wright

Rato – Frank Loyd Wright

Sapo - Étienne-Louis Boullée

Sapo – Étienne-Louis Boullée

Tartaruga - Roy Grounds

Tartaruga – Roy Grounds

Touro - Le Corbusier

Touro – Le Corbusier

Tubarão - Jean Nouvel

Tubarão – Jean Nouvel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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