Um prédio com escamas

O distrito de Doumen, na cidade chinesa de Zhuhai, está passando por uma revitalização arquitetônica, sobretudo a região à beira do rio Pearl. É exatamente lá que fica o mais novo projeto do estúdio escocês RMJM: uma torre de observação cuja forma lembra um peixe saltando para fora da água.

Com 88 metros de altura, o edifício se dividirá em três partes: terá cafés, restaurantes e lojas em seu plano térreo, em uma área de 2.000 metros quadrados. Nos andares centrais, haverá um espaço recreativo para estudantes e demais visitantes e, por fim, o observatório que, rodeado por painéis de vidro, oferecerá vista 360 graus da cidade.

Estruturalmente, a Zhuhai Observation Tower será composta por doze curvas bidimensionais e 1.400 painéis de alumínio perfurados feitos sob medida, que lembram as escamas de um peixe e formarão a silhueta da torre. A ideia é conscientizar a população da importância de se preservar as águas de seu rio.

Vista panorâmica. Cortesia de RMJM

Vista da torre a partir de baixo. Cortesia de RMJM

O interior do edifício

Vista aérea. Cortesia de RMJM-1

O edifício à noite-1

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Como será o Museu da Diversidade Sexual?

Museu da Diversidade

Estão abertas as inscrições para o prêmio que vai selecionar o projeto de restauro do Casarão Franco de Mello, futura sede do Museu da Diversidade Sexual, na Avenida Paulista. O Governo do Estado de São Paulo dará um total de de R$ 1,1 milhão em prêmios e é possível participar do concurso até o dia 20 de outubro. Além do restauro do prédio histórico, o projeto deverá contemplar também a instalação de um edifício anexo e a concepção de um paisagismo para o lote. No mesmo concurso, será selecionado, também, um projeto de restauro para a Estação Ferroviária de Mairinque, com prêmio de R$ 400 mil. A iniciativa tem apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

A ampliação de ações culturais relacionadas à preservação, ao estudo e à difusão da memória da população LGBT brasileira são os objetivos do Museu da Diversidade Sexual possibilitará. Sim, porque estas ações já são realizadas pela Secretaria da Cultura em uma sala expositiva da Estação República do Metrô. O espaço, inaugurado em 2012, recebeu mais de 35 mil visitantes em 2013 e continuará funcionando mesmo após a inauguração da nova sede.

O casarão onde vai funcionar o museu tem área construída de aproximadamente 600 metros quadrados. Já o anexo deverá ter uma área de 2 mil m². A proposta da Secretaria da Cultura é de que o Museu também servirá para preservar a memória da casa que, de reduto da elite cafeeira, sofreu várias transformações ao longo de um século até se tornar símbolo da cidade e toda a diversidade humana que nela habita, como ocorre, por exemplo, durante a Parada LGBT, que acontece anualmente na Avenida Paulista.

Tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico em 1992, o edifício é, junto com a Casa das Rosas, um dos únicos remanescentes das antigas construções da primeira fase de ocupação da Avenida Paulista, no final do século XIX. Construído em 1905 em alvenaria de tijolos, possui um pavimento e um porão alto, constituindo um bom exemplo do estilo eclético na cidade. Em 1921, foi reformado e ampliado. Alvo de uma ação de desapropriação indireta já transitada em julgado, o casarão passará oficialmente à posse da Secretaria da Cultura após a finalização dos procedimentos legais.

Serviço:

Inscrições para o prêmio que vai selecionar o projeto de restauro da futura sede do Museu da Diversidade Sexual

Local: apenas online

Data: até 20 de outubro

cultura.sp.gov.br 

 

 

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Quando a arte encontra a arquitetura

Quando a gente olha de longe, as formas distorcidas cubistas de Picasso gritam aos olhos. Mas é só se aproximar para perceber as pequenas janelas quadradas e o teto de um prédio que lembra a cobertura do Philips Pavilion, criado por LeCorbusier para a Feira Mundial de Bruxelas em 1958.

A ideia do ilustrador italiano Federico Babina na série Artistect é justamente esta: combinar a obra de grandes artistas com edifícios-ícones da arquitetura mundial em pôsteres irreverentes e coloridos.

Ele já havia lançado a série Archimusic, em que estampava letras de músicas em dobraduras no formato de prédios famosos e a coleção Archizoom, que inseria estas edificações em pôsteres de cinema clássico.

“Ao celebrar um ponto de encontro e confrontação entre o rigor do arquiteto e o gesto do artista, estas imagens são uma metáfora para um diálogo imaginário entre mentes criativas”, explicou Babina.

As ilustrações podem ser compradas online e custam cerca de US$ 25 cada.

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O papel do arquiteto

Forum Cartaz

O secretário de urbanismo de Melbourne, na Austrália, Rob Adams, é um dos convidados para o “Fórum AC 21 – Arquitetura e Cidade no século XXI”, que acontece durante a Feira Construir 2014 no Rio de Janeiro, a partir de 15 de setembro. O evento visa a resgatar o protagonismo do arquiteto no canteiro de obras e reúne outros nomes de peso, como a mesa-redonda composta por Ernani Freire, Sérgio Conde Caldas e Edison Musa que discutirá a inserção do profissional de arquitetura na construção das cidades.

A curadora do evento, a arquiteta Fabiana Izaga, acredita que o fórum será uma oportunidade para retomar a discussão de um tema importante, que foi deixado de lado há bastante tempo: “Esse distanciamento do arquiteto como coordenador do canteiro de obra foi nocivo para a profissão”, analisa. O presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira, completa: “O retorno dessa pauta também é uma forma de homenagearmos o arquiteto Márcio Tomassini, que integrou o início da atual diretoria do IAB-RJ (órgão carioca do Instituto de Arquitetos do Brasil), e que tinha o domínio do projeto e da gerência do canteiro de obra”.

Já Rob Adams apresentará um estudo sobre o potencial de transformação da região metropolitana de Melbourne, cuja projeção para 2050 é de uma população com oito milhões de habitantes. De acordo com Adams, a sociedade vive uma nova revolução urbana. No estudo “Transforming australian in cities”, de 2010, o australiano apontava que a projeção da população urbana mundial para os próximos 36 anos é de 6,4 bilhões de pessoas, enquanto em 1.900 contabilizávamos uma população urbana de 200 milhões de habitantes. “Isso vai requerer nos próximos 40 anos uma construção urbana equivalente ao que foi feito desde que foram estabelecidos os primeiros assentamentos urbanos”, defende. Vale prestar atenção no que ele tem a dizer

Serviço:

Fórum AC 21 – Arquitetura e Cidade no século XXI

Local: sede do IAB-RJ – Rua do Pinheiro, 10 e Riocentro – Av. Salvador Allende, 6555. Ambos no Rio de Janeiro

Data: 15 de setembro e 1º de outubro de 2014

Horário: 18h30 no dia 15 de setembro e a partir das 16h30 no dia 1º de outubro

feiraconstruir.com.br/rio

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Abertas as inscrições para o Prêmio Mobilidade Minuto

logo

A França é um dos países em que a mobilidade urbana é mais levada à sério. E o Institut Pour La Ville En Mouvement (IVM) é uma das instituições que mais refletem esta preocupação. E eles definem assim seu objetivo: “O desenvolvimento de novas formas e tecnologias impõe-se como necessário na busca pela melhoria dos padrões de mobilidade, o que em última instância significa a melhoria da qualidade de vida: aumento da mobilidade, menos tempo gasto, economia de meios, maior conforto e segurança, maior interação social e melhoria das outras funções urbanas”.

O Instituto é uma organização sem fins lucrativos criada em 2000 pela Peugeot Citroën e apoia a execução de trabalhos, investigações projetos e ações. No Brasil, tem a mesma função: questionar e refletir, propor e colocar na agenda pública as novas formas de compreender a mobilidade urbana como um direito e um prazer.

Foi daí que surgiu o Prêmio Mobilidade Minuto, com o objetivo de destacar as iniciativas para melhoria da mobilidade urbana em todo o Brasil. As inscrições estão abertas pelo site e vão até o dia 30 de setembro. A premiação é dirigida a todos: pessoas, associações, entidades de bairro, comunidades, escolas, ONGs, empresas, poder público, agentes públicos – enfim, todos que estejam atuando de forma inovadora em benefício da mobilidade na cidade.

Serão premiadas seis categorias: 1. Transporte particular (como compartilhamento de veículo, caronas e rodízios), 2. Transporte coletivo – com incentivo ao uso e interação com os outros sistemas de transportes, por exemplo , 3. Modos não-motorizados (em casos como melhoria de calçadas e vias cicláveis), 4. Qualidade do espaço público da mobilidade, que destacam a cultura de paz no trânsito e educação para o convívio entre diferentes meios de transporte, 5. Novas alternativas de organização comunitária e do trabalho (caso do home office) e 6. Tecnologia e comunicação, com criação de ferramentas de mobilidade reais e virtuais, interativas ou não, que incentivem o uso racional dos transportes, aumentem a segurança e ampliem a troca de informações e o debate entre os cidadãos.

Serviço:

Inscrições para o Prêmio Mobilidade Minuto

Local: somente pelo site

Data: de 27 de agosto a 30 de setembro de 2014

cidadeemmovimento.org 

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