Concurso escolhe arquiteto para revitalizar armazém do Ministério da Agricultura, no Rio

Auditório do IAB-RJ lotado, durante o lançamento do concurso

Auditório do IAB-RJ lotado, durante o lançamento do concurso

O histórico prédio da sede da Fundação Biblioteca Nacional, localizado na Cinelândia, não tem mais capacidade física para abrigar seu rico acervo. Consequentemente, parte das obras, sobretudo periódicos com exemplares que remontam ao século XIX e alguns títulos raros, revistas e até parte da área técnica da instituição vão precisar se mudar.

Apesar da importância cultural do fato, a gente não estaria falando dele aqui no Living Design não fosse por um acontecimento: a mudança será para o antigo armazém do Ministério da Agricultura, na Baía de Guanabara, pertinho do incrível Museu de Arte do Rio (MAR). Legal, né?

Mas o melhor ainda está por vir. O arquiteto responsável pelo projeto pode ser você. Sim. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP) e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançaram em um coquetel na sede do Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil o concurso Anexo da Biblioteca Nacional. “O estabelecimento desse novo centro cultural na Região Portuária representa uma oportunidade para a cidade do Rio de Janeiro e para a Biblioteca”, afirmou Renato Lessa, presidente da FBN.  “A revitalização permitirá acompanharmos de forma efetiva uma das questões mais importantes para a Região Metropolitana do Rio, a despoluição da Baía de Guanabara”, explicou Pedro da Luz, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil.

O programa arquitetônico prevê a criação de uma sala de leitura, auditório, espaço de exposições e uma biblioteca de acesso público.  Com a reforma, a edificação deverá atingir uma área de 30 mil metros quadrados.

Mais informações, você acompanha aqui, que vai ao ar no dia 5 de setembro.

Compartilhe:


Os 100 anos de Lina Bo Bardi em exposição

Ouça abaixo a matéria que foi ao ar no rádio ou clique aqui para fazer o donwload:

 

No ano do centenário da brilhante arquiteta nascida em Roma e naturalizada brasileira, o Museu da Casa Brasileira (MCB) lhe presta uma homenagem: a mostra “Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi”. Em destaque, a influência da cultura popular brasileira em seu trabalho e seu legado para a museografia nacional. “Reunimos as exposições que ela desenhou, curou e realizou”, explica Giancarlo Latorraca, diretor técnico do MCB e curador da mostra.

image-8

A exibição traz desenhos, cartazes e fotos originais de mostras realizadas por Lina Bo Bardi, além de seis exemplares dos famosos cavaletes de vidro criados pela arquiteta. A partir da pesquisa feita em documentos e fotografias, e da construção de maquetes e expositores em escala, foram montadas ambientações que transformam as salas do MCB em modelos aproximados de exposições como ”Caipiras, capiaus: pau-a-pique”, “Bahia no Ibirapuera”, além das pinacotecas do MASP 7 de abril e MASP Paulista. Além disso, será possível ver cinco entrevistas em vídeo feitas com personagens que interagiram profissionalmente com Lina na realização de sua obra ou através dela, assim como três projeções de filmes de época sobre a Pinacoteca do MASP e sobre as exposições “Design no Brasil: história e realidade” e “Caipiras, capiaus: pau-a-pique”.

image-11

image-7

As inovações propostas por Lina vão muito além da arquitetura, sua área de formação: ela mostrou que era possível expor fora do ambiente museológico com um caráter mais comercial, elaborou exposições para o Museu de Arte de São Paulo que foram uma verdadeira revolução museográfica e propôs grandes painéis sobre design e cultura do cotidiano no SESC Pompeia, na capital paulista.

image-10

“Lina Bo Bardi soube, sem preconceitos, apontar as possibilidades de construção de uma identidade para o design nacional”, diz Miriam Lerner, diretora geral do museu. Só por isto e por seus esforços para trazer a arte para dentro do nosso dia-a-dia, Lina já mereceria muitas homenagens.

image-15

image-17

image-18

 Serviço:

Exposição “Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi”

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, São Paulo

Data: de 19 de agosto até 09 de novembro de 2014

Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h

Fone: 11 3032-3727

Ingressos: R$ 4. Entrada gratuita aos sábados, domingos e feriados

mcb.org.br

 

Compartilhe:


Gigante arquitetura

O escritório australiano de arquitetura Studio505 criou um polo cultural impressionante na cidade de Wujin, na China. O complexo Phoenix Valley, que reúne um teatro com mil assentos, quatro cinemas, uma galeria de arte de cinco andares, playground, cafés, restaurantes e um centro educativo com capacidade para quatro mil alunos foi encomenda do governo chinês.

O projeto, de 65.000 metros quadrados, empolga não só pela sua grandiosidade, mas também pelas tecnologias que foram empregadas em favor de sua sustentabilidade: o telhado verde – composto de um patchwork de grama – diminui a temperatura interna e recebe placas fotovoltaicas para produção de energia limpa. O sistema de ventilação natural e a iluminação em LED também auxiliam a proposta verde.

Sem contar, é claro, a beleza das formas e cores. O prédio principal em forma de U foi pensado para circundar o pátio principal. Sua fachada recebeu painéis coloridos que dão ainda mais dinâmicas às formas geométricas da construção. Uma das partes mais bonitas do complexo é o hall central, onde se cruzam escadas rolantes coloridas que são um convite a desfrutar de todas as opções culturais disponíveis no espaço.

A iluminação traz dinâmica à fachada do Centro Cultural Wujin

As escadas rolantes e o Centro de aprendizado do Centro Cultural Wujin

O cinema do Centro Cultural Wujin

O teatro do Centro Cultural Wujin

Outra vista do teatro do Centro Cultural Wujin

Prédio principal do complexo Centro Cultural Wujin

As fachadas do Centro Cultural Wujin

Centro Cultural Wujin 1

Teto do Centro cultural Wujin

Compartilhe:


Cartilha conscientiza a sociedade sobre as atribuições de um arquiteto

contrate um arquiteto

“O Arquiteto e Urbanista o fará poupar dinheiro. Um edifício bem concebido é energeticamente eficiente e tem um custo de construção e manutenção menor”. Pensando em conscientizar a sociedade sobre a importância de se contratar um profissional especializado para reformas, construções e obras em geral é que foi lançada a cartilha “Contrate um Arquiteto e Urbanista”. Elaborado pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul (SAERGS) e pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), o documento já está disponível para download.

No início, fala sobre as funções dos arquitetos e urbanistas e mostra seu caráter essencial na elaboração de projetos e obras de todas as escalas. “Hoje em dia, a melhor resposta à pergunta ‘O que faz um Arquiteto e Urbanista?’ pode ser: O que é que você quer que ele faça? Restauro, Reabilitação? Estudo de viabilidade? Projeto de interiores? Análise de custos? Fiscalização de obra? Execução da construção? Paisagismo? Projeto de urbanismo ou loteamento? Planejamento urbano? Laudos Técnicos ou ambientais? Etc.”, explica a cartilha. E completa: “Os Arquitetos e Urbanistas veem o projeto no seu todo. Resolvem-no com criatividade e sensibilidade. Fazem do seu investimento um bom investimento. Facilitam-lhe a vida, liberando-o de tarefas que você desconhece”.

O resto do documento segue esta linha didática: apresenta as seis fases do trabalho de um arquiteto, traz questões que o cliente deve considerar antes de partir para uma obra, mostra informações que devem ser passadas pelo arquiteto ao cliente, dá dicas para selecionar o profissional a ser contratado e também para negociar os honorários de forma que ambas as partes saiam ganhando.

Compartilhe:


Concurso propõe fazendas verticais na avenida Paulista

O portal Projetar.org realiza concursos de ideias para estudantes de arquitetura com o objetivo de contribuir com o aperfeiçoamento, formação e divulgação de seus portfólios. E nós, do portal Living Design apoiamos esta iniciativa consciente e verde. Recentemente, o “concurso 006” recebeu a inscrição para 40 projetos com a temática “Fazendas Verticais”. Os jurados contam que o nível da competição foi alto e surpreendeu o número de projetos que traziam pensamentos não convencionais para solucionar o problema proposto. Iluminação e ventilação natural foram elementos fundamentais, bem como os entornos da região da avenida Paulista, onde seria o edifício.

Confira aqui os três primeiros colocados do concurso:

1º lugar

Equipe: T.923

Prêmio: R$ 2.300,00 + publicação do projeto em revistas, sites, redes sociais e blogs parceiros

Trabalho: “Respiro Urbano”

Conceito: Uma estrutura ortogonal em aço para ser resistente ao peso da terra e das plantas, com fachada em vidro para aproveitar a iluminação natural. O eixo subterrâneo e terrestre de trens da região paulistana também foi aproveitado: ele permite uma ligação direta entre uma estação de metrô e o edifício, o que facilitaria também a distribuição e armazenagem dos alimentos produzidos ali.

006-1o-colocado-T.923

2º lugar

Equipe: Ignis

Prêmio: R$ 1.700,00 + publicação do projeto em revistas, revistas, sites, redes sociais e blogs parceiros

Trabalho: “Fazenda – Av. Paulista, 1.373”

Conceito: Em uma visão poética, o subsolo, onde fica o estacionamento, é comparado à raiz das plantas, por onde entram os nutrientes. A seiva bruta é comparada à circulação de funcionários e a elaborada, à circulação pública. Toda a construção é transparente e de noite, a iluminação ultravioleta faz as vezes de raios do sol. O vidro recebe uma camada protetora para proteger as plantas de insetos sem a necessidade de fungicidas. Já o térreo do projeto, que seria o local onde frutas, folhas e flores caem, seria ocupado por uma feira e um mercado.

006-2o-colocado-IGNIS

3º lugar

Equipe: IF

Prêmio: R$ 1.000,00 + publicação do projeto em revistas, revistas, sites, redes sociais e blogs parceiros

Trabalho: “Fazenda Vertical”

Conceito: Um grande bloco que se divide em partes menores e recortadas que se deslocam em todas as direções, criando varandas que geram ambientes diferentes para cada cultivo, usando o máximo possível de luz do sol. Canteiros de madeira sobre a estrutura de vidro passam a imagem de uma fazenda do futuro que interage com os entornos da avenida Paulista.

006-3o-colocado-IF

Compartilhe: