De fora pra dentro

Olhando assim, de relance, parece um monte de grama dentro de um quarto pequeno.  E é mesmo. A instalação “Not Red But Green” é obra do artista norueguês Per Kristian Nygård, que costuma explorar as limitações e as possibilidades de espaços físicos. Desta vez, ele montou tudo em um cenário completamente branco, na galeria No Place, em Oslo.

Sua ideia era criar uma antítese com o ambiente arquitetônico superorganizado da galeria graças a uma paisagem atípica. “Meu trabalho parece confuso e insignificante em contraste com todas essas obras significativas e personalizadas que nos circundam, como o ambiente urbano planejado, a bela arquitetura e os objetos funcionais”, provocou Per Kristian Nygård.

As ondulações no terreno foram construídas com uma moldura de madeira, sobrepostas com folhas de plástico e uma grossa camada de solo com sementes de grama. Ao longo da mostra, que aconteceu no mês de agosto, o “terreno” era protegido e molhado para criar um ambiente propício para seu crescimento. Então, pequenas montanhas verdes cresceram ao redor das janelas e não bloquearam a entrada de luz solar no espaço. A paisagem inusitada convidava os visitantes a “escalarem” a obra e interagirem com ela.

Expo 1

Expo 2

Expo 3

Expo 4

Expo 5

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Resgate cultural

Criar novos produtos que possam resgatar aspectos culturais e históricos da região de Novo Horizonte, interior de São Paulo, com matérias-primas locais como bagaço de cana, cerâmica, serigrafia e estêncil pelas mãos de jovens aprendizes e experientes artesãos é a missão do “Oficina Nômade” este ano.

Oficina Nômade 1

Nesta edição do projeto, foi feita uma pesquisa baseada em entrevistas com a comunidade, visitas a lugares que representam a cidade, além do próprio contexto histórico do município, e esta resultou em um manual de referências. O manual deve ser finalizado ainda este ano, e será lançado junto aos novos produtos, em um evento cultural no ano que vem.

Oficina Nômade 2

Sílvio França, designer e mestre-artesão da oficina de serigrafia e estêncil, afirma que o projeto é completo por oferecer desde as visitas a fornecedores e locais inspiradores até a produção e venda do produto. “O cruzamento de informações entre as oficinas é outro ponto positivo do projeto, pois a criatividade e troca de experiências melhora o produto final. Estamos desmistificando a ideia de que a serigrafia é uma técnica complexa, permitindo que os participantes possam utilizá-la mesmo com recursos e espaços reduzidos.”

Oficina Nômade 3

Após a etapa de oficinas – que terminam no início do ano que vem -, a linha de produtos fará parte de um catálogo e também será exposta para venda em eventos no Centro Cultural de Novo Horizonte e na cidade, em 2015. Christian Ullmann, coordenador do projeto, ressalta que os resultados estão além dos produtos: “Acredito que o legado deixado pelas oficinas na vida dos artesãos ultrapassa o caráter técnico e avança pela imagem que ele tem de si próprio, da cidade e região onde está inserido”, conclui.

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As tattoos que fizeram tendência em 2014

Hoje a tatuagem é um fenômeno de massa, sem perder, porém, o sabor de uma pequena e excitante transgressão. Esta forma antiga de se expressar é utilizada em praticamente todas as culturas e países: no Brasil, por exemplo, urucum e jenipapo forneciam as tintas aplicadas na pele dos índios, mas o hábito só se disseminou no século 19 com a abertura dos portos e a mistura de marinheiros estrangeiros com a população das cidades litorâneas. O fascínio dos desenhos trazidos por esses marinheiros seduziu as prostitutas, seus clientes brasileiros e todo o submundo do crime. Um pulo no tempo e, voilà, este perfil de pessoas interessadas pela tatuagem começou a mudar quando os surfistas do Rio de Janeiro voltaram a usá-la, na década de 1970.

Mas, afinal, por que uma sociedade mutante e nômade como a nossa ainda sente a necessidade de deixar sinais eternos sobre a pele? Justamente porque ela continua a representar as mesmas funções que tinha nas sociedades tradicionais, mesmo se reinterpretadas segundo nossos códigos culturais. Ela serve para embelezar, comunicar, pertencer a um grupo ou até exorcizar nossos medos…

A tattoo saiu há um bom tempo da cultura underground para atingir todos os segmentos sociais e todas as idades. E, em todas, preserva a mesma característica: cumpre o desejo de distinguir-se dos demais, assim como acontece com a moda. Com ambas ocorre uma reafirmação visual da própria identidade e diversidade. Assim, ao mostrá-las, afirmo ao mundo a minha “unicidade” em relação a esta massa de pessoas que parecem tão iguais. Por dentro e por fora.

Sendo parte integrante da identidade pessoal, a tatuagem coloca “para fora” algo que escondemos ou não costumamos expressar. E atinge seu objetivo nesta sociedade onde as diferenças são menos palpáveis, principalmente quando todos somos inundados pelas novidades do fast fashion. É curioso também o fato de que se antes o ato de tatuar era estreitamente relacionado à auto-estima elevada e também a um desinteresse por aquilo que isso poderia representar perante os outros, hoje os jovens a utilizam para exorcizar seus medos, suas inseguranças e sua solidão, numa espécie de escudo pintado para sempre…

Comportamentos à parte, o fato é que ela tem um valor comunicativo intenso e é inegável que suscite em quem a tem a curiosidade de saber mais sobre a história pessoal de quem a exibe. Por isso, pesquisei no Instagram e separei algumas fotos com as tattoos mais postadas neste ano, para você ver os tipos mais utilizados e se inspirar na escolha de sua próxima, ou primeira, tatuagem. Divirta-se!

1a. tattoo mais popular - mapamundi2-1

1a. tattoo mais popular – mapa-múndi

1a. tattoo mais popular - o mapamundi

1a. tattoo mais popular – o mapa-múndi

2a. tattoo mais popular - flechas como Miley Cirus

2a. tattoo mais popular – flechas como Miley Cirus

2a. tattoo mais popular - flechas como Miley Cirus

2a. tattoo mais popular – flechas como Miley Cirus

3a. tattoo - números romanos

3a. tattoo – números romanos

4a. tattoo - beija-flor

4a. tattoo – beija-flor

4a. tattoo - beija-flor

4a. tattoo – beija-flor

 

 

 

 

 

 

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As refeições dos artistas

Divertido é pouco.  A designer americana Hannah Rothstein teve uma ideia genial. Ela imaginou com os artistas mais famosos da história desenhariam seus pratos em um dia de festa. Para ter um certo padrão, ela escolheu pratos e ingredientes comuns em uma refeição de Thanksgiving, a tradicional celebração americana de Ação de Graças: peru, cranberry, ervilhas e milho.

O resultado é uma graça: Mondrian faria blocos geométricos em tons primários, Van Gogh criaria estrelas e espirais com molhos, Pollock, é claro, faria uma composição abstrata e aí por diante. A versão impressão destas ilustrações é limitada a 25 exemplares e pode ser comprada aqui.

Piet Mondrian

Piet Mondrian

Andy Warhol

Andy Warhol

Georges Seurat

Georges Seurat

Jackson Pollock

Jackson Pollock

Julian Schnabel

Julian Schnabel

Mark Rothko

Mark Rothko

Pablo Picasso

Pablo Picasso

René Magritte

René Magritte

 

 

 

 

 

 

 

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O fruto proibido

Forbidden Fruit 2

A marca belga ACT Lighting é especialista em fornecer material para instalações luminosas impactantes. A mais recente se chama “Forbidden Fruit”, traduzindo literalmente, “Fruta Proibida”, porque reproduz um cacho de uvas.

Forbidden Fruit 5

Com uma inspiração tão cotidiana, os artistas do estúdio Balich Worldwide Shows conseguiram criar uma bela obra de arte, que faz parte de um projeto maior da ACT, o “Indian Wedding”. O evento de apresentação das obras teve uma cenografia deslumbrante e moderna, que serviu de pano de fundo para uma narrativa poética: jardins italianos floridos e decoração de contos de fadas foram perfeitos para destacar ainda mais a magia da instalação.

Forbidden Fruit 6

Ela mescla parte inteiramente visíveis e outras que ficam quase escondidas na paisagem que as circunda, “entre o tangível e o imaginário”, dizem seus criadores. A ideia é oferecer uma experiência vibrante graças aos reflexos proporcionados pelas cores do ambiente e os raios de luz prateados.

Forbidden Fruit 4

A uva de “Forbidden Fruit” é composta de bolas espelhadas, que refletem os conceitos de abundância e também trazem uma aura mítica. Ou, como dizem os artistas da Balich Worldwide Shows, “um vislumbre de extravagância retrô”.

Forbidden Fruit

Forbidden Fruit 3

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