Sem frescuras e com muito estilo

Bem que o chef britânico Gordon Ramsay costuma dizer que fazer o simples é mais difícil. Ambientes cheios de informação, peças-design, móveis assinados e requintes afins podem ser cansativos. Mas a dupla austríaca de designers Heri&Salli usou o básico para decorar cinco quartos de hóspedes na destilaria de vinagre Gegenbauer, em Viena.

Cada um dos ambientes tem somente uma grande cama feita de vigas de madeira sobrepostas. Plataformas também de madeira fazem uma divisão sutil do ambiente e praticamente dispensam o uso de móveis. As superfícies do piso e do teto ficam aparentes, sem tapetes ou gesso para escondê-los. Os detalhes ficam por conta da fiação e do encanamento, propositadamente expostos para aumentar o clima do local. No banheiro, mais madeira, louças e nada mais. Simples, rústico e funcional.

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Se você for a Paris, aproveite!

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Os jardins são assunto de uma conferência que chega à sua 12ª edição em Paris.  E em tempos de urbanização galopante, a “Jardins, Jardin” fala sobre o tema “a cidade feliz” e foca no futuro dos centros urbanos e no bem estar causado pelas plantas. De acordo com uma pesquisa do Instituto Ipsos, um ambiente cercado por plantas tem papel decisivo na escolha de um imóvel para 7 em cada 10 franceses. E mais: cerca de 50% da população do país acredita que os jardins são a solução anti-estresse do século XXI.

O evento é organizado por uma associação de profissionais da horticultura e da paisagem, que ainda passam o ano pesquisando experimentos de inserção da natureza no meio urbano. Graças a estes estudos, nascem novas tendências da área, caso das experiências de design vegetal de Patrick Nadeau e os jardins de luz de Yann Kersalé.

Portanto, arquitetos, paisagistas e horticultores interessados no assunto não podem perder, porque esse pessoal tem muita história para contar!

Serviço:

12ª Conferência “Jardins, Jardin”

Local: Jardin des Tuileries, Paris, França

Data: de 4 a 7 de junho de 2015

Horário : dia 04/06, das 11h às 18h, dias 5 e 6, das 10h às 20h, e 07/06, das 10h às 19h

Valor da entrada : 13 €

jardinsjardin.com

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Que tal morar na Saint Martins School of Art?

Fundada em 1854, a Saint Martins School of Art, em Londres, é uma das mais tradicionais do planeta e sonho de consumo de quem pretende estudar arte, moda e design. Agora, imagine se você pudesse morar lá dentro? Quer dizer, não dentro da faculdade, mas do prédio original, que ainda por cima fica no badalado Soho londrino? Nada mal.

Foi com esta ideia que as empreiteiras Aquila House Holdings e Noved Property Group resolveram repaginar o espaço e lançar 13 apartamentos, os Saint Martins Lofts. O apartamento-modelo ganhou uma decoração incrível. A assinatura é de Marc Péridis, diretor do 19 Greek Street – estúdio especializado em dar nova vida a construções antigas com sustentabilidade e alta qualidade – e ex-aluno da instituição.

As peças de design empregadas no décor, como era de se esperar, são de cair o queixo, como a mesa Small Taj, do estúdio Noam Dover & Yoav Reches e a prateleira UStool, de Hamajima Takuya. Também estão as criações de Nina Tolstrup, Dutch Richard Hutten, Supercyclers e outros.

“Lembro intensamente do tempo que passei na Central Saint Martins como estudante de design. Queremos trazer aquela energia e aquela emoção aos apartamentos, celebrando não só a herança desse edifício tão especial, mas também a habilidade de Londres de se reinventar continuamente”, explica Marc Péridis.

Entre os lofts estão duplexes com pé-direito duplo, estilo original e muita iluminação natural graças às janelas Crittall, apartamentos laterais, com amplos terraços, e coberturas, com vistas impressionantes de Londres. A restauração do interior das residências ficou a cargo dos arquitetos da Darling Associates e o resultado é contemporâneo e focado no conforto.

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Tradição revisitada

As típicas casas indianas, que parecem vindas da novela global “Caminho das Índias” têm um pátio interno que é o coração da construção. Pois elas foram a inspiração para o estúdio de design note-D criar as villas Tomoe. “Acreditamos no desenvolvimento de novas técnicas de design que empregam sistemas tradicionais em um contexto contemporâneo”, explicam os designers.

Estas luxuosas villas ficam em Alibag, cidade a poucos quilômetros de Mumbai e um dos destinos de férias preferidos dos indianos. A planta remete às casas clássicas do país, ideais para o clima tropical pois favorecem a entrada de luz natural e a ventilação. Os limites entre interior e exterior se confundem graças à predominância do vidro – nas amplas janelas – e da geometria espiral. Cada villa contém seis quartos, jardins, terraços e uma piscina, que fica em posição que aproveita a direção do vento e refresca a casa naturalmente.

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*Fotos: Fram Petit e Tina Nandi

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Como será a Casa Cor?

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Um dos eventos de décor mais importantes do país, a Casa Cor promete muitas mudanças para este ano. A começar pela nomeação de Pedro Ariel, 48 anos, que passou quase duas décadas na redação da revista Casa Claudia – tendo deixado o cargo de diretor de redação para assumir o de diretor de conteúdo e relacionamento do grupo Arquitetura & Design, dentro da editora Abril, dona da Casa Cor.

O Living Design conversou com ele em primeira mão e mostra aqui o que você pode esperar do evento este ano:

Conte-nos um pouco sobre as mudanças de gestão da Casa Cor.

Há oito anos o Grupo Doria e o Grupo Abril compraram o evento. Quatro anos depois, a Abril comprou os 50% que não lhe pertenciam, mas se mantinha relativamente afastada, o que mudou com a troca da presidência da editora e a Casa Cor passou, então, a ser um produto da Abril.

E quais foram as principais consequências disso?

Primeiramente, o grupo criou quatro segmentos de negócios, sendo um deles de Arquitetura & Design, onde se enquadram as revistas deste nicho e a Casa Cor. Então, a Lívia Pedreira foi alçada a diretora superintendente e me chamou para dirigir o conteúdo do núcleo, que envolve o evento.

A que você credita este convite e o que mudou na sua rotina?

Eu já era diretor de redação da revista Casa Claudia e viajava o país cobrindo o evento. Acabei ficando muito próximo dos franqueados e acredito que por isso fui convidado. Meu dia-a-dia agora é outro, me afastei da redação e dedico 80% do meu tempo à Casa Cor.

Quais são as principais estratégias do Grupo Abril?

Vamos usar a força da Casa Cor e das revistas Casa Claudia e Arquitetura & Construção para desenvolver novos produtos. Ano passado já tivemos a tinta da Casa Cor, por exemplo, e este ano tem mais novidade para estender a atuação da marca. A gente se espelha em um trabalho muito bem feito por revistas como a Capricho e quer remodelar a marca “Casa Cor”. Há dois anos foi contratado um escritório de branding que nos orienta neste sentido.

Como?

Vamos remodelar o evento para recuperar o seu DNA: ajudar as pessoas a morar melhor. A verdade é que com o tempo, fomos criando versões, como a “kids” e a “office”, e o cerne foi se perdendo. E este resgate vai acontecer em várias frentes. Por exemplo, vamos implantar um trabalho de curadoria nas Casas Cor fora de São Paulo. A primeira acontece em Recife em maio. Já estou falando com os arquitetos, selecionando e orientando, dando um norte para a mostra como um todo.

Aqui em São Paulo, o endereço vai mudar?

Não. O evento será novamente no Jockey porque dificilmente vamos achar aqui um local tão bom: espaçoso, de fácil acesso, com bom estacionamento, fora de zonas residenciais… Mas este ano, a entrada mudou: ela se dará por uma região arborizada, é como se você entrasse pelo quintal da casa, o que vai valorizar muito o trabalho dos paisagistas. Depois, a gente se depara com 15 casas construídas, antes de chegar ao prédio em que os ambientes são interligados.

Quais as principais mudanças em relação a 2014?

Diminuímos, principalmente, a quantidade de ambientes pequenos, e, com isso, os percursos. Já chegamos a 110 espaços, mas estamos progressivamente diminuindo e este ano serão cerca de 70. Fica mais gostoso de passear a percepção dos ambientes muda. Além disso, o local dedicado aos restaurantes e cafés muda. Eles foram para a área das arquibancadas, no alto. Queremos aproveitar a vista do skyline, principalmente de noite. A gente quer que as pessoas jantem ali e usufruam disto. Vamos também incrementar as festas e coquetéis que acontecem por lá.

Nos últimos anos, um tema central pautou as Casas Cor, qual será o deste ano?

Não teremos um tema central, mas sim pilares, que se baseiam no Anuário de Tendências da Editora Abril. Elencamos quatro movimentos mundiais que orientam o mundo da casa e da decoração. São eles: “marcas do tempo”, que valoriza o passado, as nossas referências e o envelhecimento natural das coisas, “menos e melhor”, que é quase uma volta ao minimalismo, que tem a ver com a crise econômica e ensina a viver com menos, “compartilhar”, quase uma reação ao individualismo do mundo digital, e “brasilidade”, o destaque que a mídia internacional deu à nossa cultura e chamou a atenção para ela, o que melhorou nossa autoestima.

Como vocês pretendem orientar as outras unidades do evento?

Cada uma tem uma necessidade, que vamos analisar com cuidado. Esta necessidade de mudar os espaços é mais característica de São Paulo. No Rio, o evento mudou para a Barra da Tijuca, onde a cidade ainda cresce. Já a Casa Cor Minas Gerais não cabe mais em uma casa e a última edição ocupou um condomínio inteiro. É bacana ver que o mercado se desenvolveu. Temos lugares onde a Casa Cor acontece há mais de 20 anos, em outros, ainda precisa amadurecer mais, e os franqueados buscam mais nosso apoio, querem conversar, trocar ideias… Por outro lado, existem cidades como Joinville, em Santa Catarina, que são importantes e ainda não têm sua versão do evento, então estamos negociando.

E como acontecem as edições internacionais?

A mais antiga é do Peru, onde ocorre há 13 anos. O franqueado de lá nos indicou para o Chile e Equador, onde também tem dado certo. Já tivemos edições que não se repetiram, como Punta del Este (Uruguai) e Estocolmo, mas não queremos passar por isso novamente. Se a gente faz errado quando entra no país, nunca mais volta. Ainda não posso revelar muitas informações a respeito, mas te adianto que estamos analisando uma proposta de ir para Miami. Aguarde!

 

 

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