Juan-Les-Pins: foi aqui que Coco Chanel lançou a moda do bronzeamento

Quando Scott e Zelda Fitzgerald resolveram descansar nas férias, lá pelos idos dos anos 20, escolheram Cap d’Antibes, alugando uma vila nos meses de verão. Foi algo muito estranho, afinal a Côte d’Azur – chamada pelos americanos de French Riviera – era um resort exclusivo para os meses de inverno, mesmo depois do sucesso com a Rainha Vitória sobre o qual já falamos aqui. Com este casal, deu-se o start do culto ao sol e a realização dos esportes náuticos. Em seguida, também Juan-les-Pins (localizada ao lado de Cap, onde os Fitzgerald frequentavam diariamente o cassino) virou moda, sendo tomada por uma corrente de celebridades de Nova York como o compositor Cole Porter e a escritora Dorothy Parker, sem falar na trendsetter Coco Chanel.

Chanel em 1937 em Juan Les Pins

Chanel em 1937 em Juan Les Pins

Sim, ela mesma! Chanel, uma verdadeira lançadora de tendências: trouxe para a moda o estilo marinheiro em 1913, o jersey em 1926, o cardigã e os conjuntos de malha em 1918 e as calças compridas para o guarda-roupa feminino em 1920, aliás, no mesmo ano em que adotou – e acabou impondo às outras mulheres – os cabelos bem curtos. Sem falar do famoso vestido “preto básico” em 1924, o blazer com botões dourados e o chapéu de marinheiro em 1926, o tweed em 1928, as bijus (chamadas na França de joias-fantasia) em 1930 e o tailleur em 1956. Todavia, a moda mais importante – e escandalosa – por ela lançada é de 1923: quando retornou a Paris superbronzeada de suas férias passadas na ainda desconhecida Juan-Les-Pins.

Este ato foi revolucionário, não apenas para a moda, mas também para todo o sistema estético: lembremos que até o início do século o ideal de beleza eram as peles brancas e imaculadas, junto com aquele ar chic lânguido, que depois foi retomado nas publicidades de moda dos anos 90, lembram?

Com a ajuda destes polêmicos – mas amados – personagens do jetset internacional, a Côte virou então o desejado e mítico local onde as waif-like starlets, aquelas delicadas e femininas estrelas de cinema da época, passavam as noites desfilando nas promenades (avenidas de frente para o mar), vestindo os modelitos andróginos de Mademoiselle Chanel.

O interior da Villa La Pausa em Monaco foi construìda em 1927 para Coco Chanel (no final da mesa) para viver com seu amant, o Duke of Westminster

O interior da Villa La Pausa em Monaco foi construìda em 1927 para Coco Chanel (no final da mesa) para viver com seu amant, o Duke of Westminster

Que escândalo!!! A novela de Fitzgerald “Tender Is the Night” definiu a Riviera da década de 20 como uma época de muita elegância, mas, em contrapartida, muitos excessos. O tempo passou, os excessos hoje são de outro tipo, mas um dos locais mais apreciados àquela época e ainda hoje existente – um aperitivo ao entardecer é o mínimo que posso recomendar a quem passa por ele – é o Hôtel du Cap-Eden-Roc, a que Fitzgerald se referia em seu romance como o Hôtel des Étrangers. Frequentado por Marlene Dietrich, Orson Welles, Duque e Duquesa de Windsor, Winston Churchill, Charles de Gaulle e o casal mais famoso da década de 70: Elizabeth Taylor e Richard Burton, que ali passaram por tórridas situações… Sem contar que hoje é o eleito de Mick Jagger, Mel Gibson , Sharon Stone e cenário de vários lançamentos de coleções de moda, principalmente as coleções de alto-verão de, claro, Chanel.

Desfile de Chanel

Desfile de Chanel

Busca um aperitivo elegante, com uma natureza vibrante ao entardecer na Côte d’Azur? Vá ao bar do Hôtel du Cap-Eden-Roc!

Vista do Hôtel du Cap-Eden-Roc e da vegetação em torno

Vista do Hôtel du Cap-Eden-Roc e da vegetação em torno

Onde: Hôtel du Cap-Eden-Roc, em Cap d’Antibes.

Por quê: Esta espécie de santuário na costa entre Cannes e Nice atrai celebridades há mais de um século e é um dos hotéis mais luxuosos do mundo. A vista do bar è belíssima: reserve uma mesa no Eden-Roc Grill e delicie-se com tapas ou sushis, ou apenas um prosecco. É maravilhoso!

Vista da piscina do Hôtel du Cap-Eden-Roc

Vista da piscina do Hôtel du Cap-Eden-Roc

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Oi, eu sou a Fah Maioli

Você sabe de onde vêm as tendências? Vamos trazer aqui neste espaço do portal Living Design as respostas para esta pergunta! Como coolhunter, tenho a missão de perceber e antecipar comportamentos, ideologias e estilos de roupa antes que eles se tornem banais. Para isso, vou trazer uma análise a partir da minha observação do comportamento humano e dos lugares, pois ambos dão indícios das encarnações de novas tendências. As manifestações culturais também serão nosso foco, pois estas têm o poder de captar novas sensibilidades e inspirar. Por fim, vamos mostrar as pessoas, os projetos ou produtos que impactam estas cidades que vou visitar, sempre com muita história, dicas de leitura e curiosidades. Vem comigo?

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Entrevistamos o designer do hotel Pantone

O arquiteto e designer belga Michel Penneman esteve no Brasil na semana passada para participar da edição 2014 do Belas Artes Design Week, que tinha por tema Cor & Customer Experience no Design. O convite veio graças aos projetos que o deixaram famoso, visto que todos focam na experiência da cor, como o hotel Pantone. Aproveitamos para conversar com ele a respeito:

Você sempre gostou de desenhar?

Nasci em 23 de novembro de 1964 em Bruxelas, capital da Bélgica. Desde que era muito jovem, sempre tive um lápis na mão para desenhar, fossem pássaros, carros ou objetos. Quando eu tinha oito anos, meu pai comprou uma grande lousa de madeira para eu praticar e não parei mais.

Quando o design se tornou uma profissão?

Com 21 anos, me formei em Arquitetura e Design no Brussels Institute Saint Luc, com um diploma que valia para design de interiores e arquitetura. Em 1986, depois do meu serviço militar, fiquei envolvido em um grande escritório chamado Tractebel e, depois de treinar muito, fui o pioneiro em imagens 3D para uma central de energia nuclear. Três anos depois desta experiência, comecei a dar consultoria em Imagens 3D e Virtuais em muitos escritórios de arquitetura. Em 1994, criei meu próprio escritório, com duas seções: o Detrois e  Michel Penneman. O primeiro é especializado em imagens de arquitetura 3D e o segundo, em design de interiores. Hoje faço lojas, hotéis, apartamentos, casas, escritórios, universidade, móveis, entre outras coisas.

Como surgiu a inspiração de criar um hotel Pantone? Como foi seu processo criativo?

A história começou em 2009, quando dois investidores ingleses me contataram para transformar um prédio que já existia em Bruxelas em um hotel. Eles me deram só um briefing: criar um hotel de sucesso com um budget moderado. O prédio tinha oito andares, um look 70´s e possibilidade de criar um lobby bacana. Pensei em vários conceitos, mas não estava muito convencido. Aí um dia, olhando para a minha bolsa laranja Pantone, a ideia veio sozinha! E decidi transformar este prédio em uma experiência de cores.

A marca comprou a ideia?

Falei com os proprietários do projeto para explicar meu conceito, e desconfiaram de que podia não dar certo. Fiquei arrasado e voltando para o escritório, encontrei o número de telefone da Pantone, que fica em New Jersey. Depois de explicar longamente meu conceito, uma mulher me agradeceu e disse que me contataria em breve. Depois de algumas semanas, não tive resposta. Pedi, então, ao meu time que criasse as primeiras imagens em 3D do lobby, dos corredores, dos quartos e da fachada. Mandei todas essas imagens para a equipe da Pantone em New Jersey e depois de alguns minutos, recebi uma ligação da Lisa Herbert. Não podia acreditar! A filha de Lawrence Herbert, criador do famoso sistema internacional de cores Pantone estava me telefonando! E ela disse: “Ótima ideia! Vamos nos encontrar em Nova York?” Foi o começo da história.

Que elementos você usou para traduzir o conceito em um hotel?

As cores da Pantone são conhecidas em diferentes áreas: design gráfico, moda, fotografia, décor… e o ideal era misturar todas essas especialidades. Os oito andares são divididos em oito principais cores que podemos encontrar no espectro da marca. Os quartos de cada andar têm variações daquela cor principal. O processo de partir de uma coloração e usar derivados dela é muito usado na moda e foi o que fizemos. Escolhemos cores transparentes para algumas janelas do prédio, para colocar em contato o exterior e o interior dos quartos. De resto, as paredes são brancas e os carpetes pretos para destacar os detalhes coloridos.

O lobby é uma atração à parte. Como você o concebeu?

Ele é dividido em vários ambientes, com a cor claustra, que é um tipo de cinza. As pilastras são paletas da Pantone e suas cores podem mudar. Assim, temos um lobby com cores flexíveis, e quando fazemos um evento, podemos customizar a cor do lobby com a marca do evento, por exemplo.

 Que tipo de experiência o hotel quer transmitir a seus clientes?

É um atendimento personalizado. Os clientes podem escolher a cor de seu próprio quarto. E também pode aprender sobre a marca. Existe uma foto atrás de cada cama e uma explicação sobre o que é, onde fica e quais são as cores Pantone dentro do quarto.

 Há planos para outros hotéis Pantone?

Há muitos pedidos, mas não registrei patente para minha ideia, então não acompanho. Os donos do hotel, que são homens de negócio, têm tudo nas mãos para decidir.

Qual a importância das cores na decoração?

Poder, energia, dinamismo e alegria… mas elas precisam ser usadas com parcimônia. Em um quarto é importante acordar com calma e serenidade. Se você usar uma cor, preste atenção se ela não é muito dura. Em uma loja, as cores são muito importantes também, mas pense no produto que você vende, as cores podem absorver ou transformar seu produto.

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Exposição em São Paulo traz homenagem a vinte artistas plásticos brasileiros

A lúdica arte de rua de Eduardo Kobra foi a escolha da arquiteta Roberta Banqueri para, ao mesmo tempo, trazer cores a um ambiente clássico com predominância de madeira. Esta seria apenas mais uma das escolhas diárias de Roberta se o projeto fosse para um cliente específico. Mas dessa vez, o ambiente criado pela arquiteta faz parte da mostra “Artefacto B&C – Arquitetura & Arte”. Idealizada por Paulo Bacchi, CEO internacional da Artefacto, a exibição traz uma homenagem de arquitetos a artistas brasileiros, como Tomie Ohtake, Vik Muniz, Tunga e Luisa Editore.

Primeiramente, Paulo entrou em contato com onze galerias de arte da cidade de São Paulo. Estas reuniram dezenas de obras dos mais consagrados nomes das artes plásticas do país. Depois, procurou vinte escritórios de arquitetura, decoração e paisagismo – entre eles Gilberto Elkis, Marco Aurélio Viterbo e Tota Penteado – e pediu que eles escolhessem a quem homenagear. O resultado é um acervo belíssimo, que estará aberto ao público na loja da Artefacto B&C em São Paulo a partir do dia 18 de agosto. Ao mesmo tempo, a butique lança uma coleção de móveis e tecidos orgânicos de inspiração brasileira.

Ambiente de Roberta Banqueri com painel Eduardo Kobra

Ambiente de Roberta Banqueri com painel Eduardo Kobra

Ambiente de Tota Penteado com quadros de Luisa Editore

Ambiente de Tota Penteado com quadros de Luisa Editore

Serviço:

Mostra “Artefacto B&C – Arquitetura & Arte”

Local: Avenida Brasil, 1.823, São Paulo

Data: de 18 de agosto de 2014 a 18 de julho de 2015

Horário: de segunda a sexta-feira das 10h às 20h. Aos sábados, das 10h às 18h

Fone: (11) 3894-7000

Entrada gratuita

artefacto.com.br/portal

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Chef e designer lançam linha de produtos com inspiração tropical

A chef Morena Leite é conhecida pelos delicados sabores tropicais que saem da cozinha de seus restaurantes, o Capim Santo e o Santinho. Com uma história que começou no pequeno restaurante da pousada de seus pais em Trancoso, na Bahia, Morena estudou no Le Cordon Bleu, na França, e veio parar em São Paulo, mas seu trabalhou nunca perdeu essa aura artesanal. E é ela a primeira convidada do “Projeto 2:”, do designer Paulo Alves, da Marcenaria São Paulo. Semestralmente, Paulo convidará outras personalidades do universo criativo para desenhar a quatro mãos diferentes linhas de alma brasileira.

Nesta primeira ação, designer e chef apresentam uma linha de acessórios para a cozinha cuja temática é a beleza da flora brasileira. A principal inspiração foi o Tropicalismo, movimento artístico dos anos 80 que trazia um ar fresco às tradições da nossa cultura.

O resultado da parceria é uma linha de tábuas, fruteiras, bandejas, banquinhos e mesinhas de apoio. Tudo em madeira de reflorestamento nativa do Brasil e em uma paleta de dez cores vibrantes. As formas vêm da natureza: folhas de bananeira, helicônias e bromélias – flores e frutas tão marcantes quanto os sabores da cozinha de nossa infância.

Paulo Alves  e Morena Leite

Paulo Alves e Morena Leite

DW 2014_Design com Sabor 2

DW 2014_Design com Sabor 3

DW 2014_Design com Sabor 4Serviço:

Linha Design com Sabor

Local: Marcenaria São Paulo – R. Harmonia, 815

Data: a partir de 14 de agosto

Horário: das 10 às 19 horas, de segunda a sexta. Das 10 às 16 horas, aos sábados. Com horário estendido durante o Design Weekend.

Fone: 11 3032-4281

marcenariasp.com.br

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